DNOTICIAS.PT
Cristiano Ronaldo Madeira

Centenas de curiosos à espera de Ronaldo descobrem casamento madeirense

“Acho impressionante que estas pessoas achem que o Ronaldo ia casar hoje sem segurança”. O momento "fica para a história", gracejam Francisco Abreu e Diogo Agrela, convidados dos noivos

None Ver Galeria

A multidão entrou em euforia com a chegada do noivo e, mais tarde, da noiva. Mas em vez de Ronaldo e da Georgina estavam o Diogo e a Nicole

Afinal, o casamento que este sábado levou centenas de curiosos à Sé Catedral do Funchal, alimentados pelos rumores de que Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez poderiam dizer o “sim” na Madeira, era bem mais madeirense do que mediático: tratava-se do matrimónio de um casal natural da Região, radicado em França, que escolheu a terra de origem para celebrar a união.

Durante a manhã e início da tarde, a concentração de pessoas junto à Sé alimentou a expectativa de que o futebolista madeirense e Georgina Rodríguez poderiam estar prestes a protagonizar um dos casamentos mais mediáticos do ano. A informação, entretanto, revelou-se falsa.

A Sé Catedral encontrava-se com o acesso condicionado devido à realização de uma cerimónia religiosa, circunstância que, conjugada com os rumores difundidos pela imprensa britânica, levou muitos curiosos a acreditar que estaria em curso o casamento de Cristiano Ronaldo.

Entre os convidados estavam Francisco Abreu e Diogo Agrela, que aguardavam a chegada da noiva Nicole sob dezenas de objectivas apontadas à porta da Sé. "Nós sentimo-nos famosos", gracejavam. “Acho impressionante que estas pessoas achem que o Ronaldo ia casar hoje sem segurança”, acrescentavam, referindo-se àquele momento que, mesmo sem a presença do craque madeirense, "ficará certamente para a história".

Nas imediações, a movimentação de pessoas e a expectativa por uma eventual chegada do jogador ou da companheira contribuíram para aumentar a especulação. Mas, afinal, não havia estrelas internacionais à porta da Sé, nem uma lista de convidados de Hollywood. Havia, simplesmente, dois madeirenses que vivem em França e que decidiram casar na terra onde nasceram.

Miúdos e graúdos aproximaram-se da entrada, muitos de telemóvel em punho, numa última esperança de que, afinal, fosse Cristiano Ronaldo ou Georgina Rodriguez quem estava prestes a sair do carro. Por breves instantes, cada chegada alimentava a ilusão — até que a realidade se impôs e ficou claro que os protagonistas deste dia eram outros noivos. 

O rumor de que Ronaldo e Georgina poderiam casar-se este sábado na Madeira ganhou força depois de o jornal britânico The Sun ter apontado a Sé Catedral do Funchal como possível local da cerimónia e o Savoy Palace como eventual destino para a recepção e alojamento dos convidados.

Nem Cristiano Ronaldo nem Georgina Rodríguez confirmaram, contudo, qualquer casamento para este sábado. Ainda assim, a possibilidade bastou para colocar a Sé no roteiro de centenas de curiosos, numa espécie de peregrinação à procura de uma fotografia, de um rosto conhecido ou, pelo menos, de uma confirmação.

O eventual casamento de Ronaldo na Madeira teria, naturalmente, enorme significado simbólico, dada a ligação do jogador à Região. Mas, neste sábado, a Sé recebeu outro casal, também ele com uma ligação especial à ilha — apenas sem a necessidade de seguranças, paparazzi ou convidados vindos de Hollywood.

No final, a história acabou por ter um inesperado toque de justiça poética: o casamento era mesmo madeirense. Só não era o casamento que meio mundo estava à espera de ver.