Futebol nas ilhas
É sempre um prazer ver três equipas das ilhas na Primeira Divisão.
Embora admita que, financeiramente, deve ser bastante difícil mantê-las, mesmo com o auxílio dos Governos Regionais. Deve ser uma constante ginástica financeira para os tesoureiros dos respectivos clubes.
Eis a simples razão pela qual a compra de jogadores de qualidade é quase impossível. Os clubes insulares têm de usar todos os recursos para equilibrar os orçamentos.
Talvez uma pequena quota proveniente dos adeptos das equipas que nos visitam, bem administrada, fosse bem-vinda.
O Marítimo, o Nacional e o Santa Clara precisam de ajuda financeira para sobreviver na Divisão de Honra.
Mas, sonhando alto! E se o Grupo Pestana, a AFA ou o Grupo Sousa decidissem apoiar individualmente o Marítimo ou o Nacional, usando recursos financeiros para promover as suas companhias, não só nacionalmente, mas também na Europa e no continente africano? Eu chamo a isso pensar fora do quadrado. Neste caso, fora do arquipélago.
Seria um verdadeiro desafio para três dos maiores e mais conceituados grupos madeirenses.
Basta o Marítimo ou o Nacional chegar a uma competição europeia para a promoção se tornar internacional.
Mãos à obra. Não só ajudariam as equipas madeirenses, como também se promoveriam enquanto companhias internacionais.
Para bem do futebol no Arquipélago da Madeira e Porto Santo.
Damião de Freitas