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Desporto

110 anos do futebol madeirense motivam "obra de arte"

Francisco Fernandes é o autor do livro da AFM que é lançado a 28 de Setembro

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'O campo do tempo' tem 300 páginas

A Associação de Futebol da Madeira (AFM) celebra o seu aniversário a 28 de Setembro, dia em que lança o livro ‘O campo do tempo’. Trata-se de uma obra com 300 páginas, da autoria de Francisco Fernandes, antigo secretário da Educação, que teve a espinhosa missão de compilar momentos e protagonistas marcantes nos 110 anos do futebol madeirense.

“O legado do futebol madeirense está retratado nesta obra de arte que falará do nosso passado, de pessoas que não estão entre nós e também dos presentes”, assume o presidente da AFM, Rui Coelho, na conversa gravada na Camacha, onde se jogou pela primeira vez futebol em Portugal, tertúlia que contou com a presença do autor do livro, Francisco Fernandes e com o presidente da Associação Desportiva da Camacha, Ricardo Miranda.

Para Rui Coelho “faltava algo que pudesse explicar o fenómeno e avivar as memórias muito esquecidas desde os primórdios da associação que foi um pilar fundamental para o desenvolvimento da Madeira”. Uma lacuna que Francisco Fernande tentou suprimir em tempo recorde numa investigação a 110 anos de história em que privilegia conversas com os antigos dirigentes, “pessoas que tinham tido protagonismo, mas não tinham tido palco nem voz, e que aproveitam este momento para dizer o que sentiram há 20 anos e há 25, quando exerceram funções desportivas”, com destaque para o antigo presidente da AFM, Rui Marote, que ocupa várias páginas do livro em que relata toda a sua experiência e “que serviu também de pista para aquilo que queríamos fazer”.

Uma obra na qual o autor destaca o “entusiasmo” em torno da modalidade, enfatiza conquistas como a participação nos campeonatos nacionais e eterniza os momentos de afirmação europeia e nacional de alguns clubes, mesmo que nem todos cuidem da sua própria história.

“Chamei-lhe o campo do tempo, o campo porque o recinto sempre foi chamado campo de futebol, depois é que veio o estado e a arena e outras coisas. E depois o tempo, o tempo que é aquilo que nós tentamos recuperar através das memórias que vamos preservando e portanto, essa ligação cultural e até um pouco poética, podemos dizer assim, gostava que continuasse a ser uma marca dos futuros relatórios”, refere o autor.

Ricardo Miranda enaltece a obra que faz falta num contexto em que o futebol madeirense, nascido na Camacha, não é devidamente reconhecido: “A magnífica iniciativa do livro é fundamental para que todas gerações saibam tudo o que foi feito e quanto ainda é preciso lutar”.