Luís Filipe Santos quer medidas para travar excesso de velocidade na Rua 31 de Janeiro
Vereador independente vai propor na reunião de Câmara a instalação de lombas, passadeiras sobrelevadas e o reforço da fiscalização.
O vereador independente na Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe Santos, vai defender na próxima reunião do executivo municipal, que decorre amanhã, a adopção de medidas urgentes para reduzir a velocidade do trânsito na Rua 31 de Janeiro, em particular no troço entre o Jardim de Santa Luzia e a rotunda dos Viveiros.
A proposta surge na sequência de uma petição pública promovida por moradores, trabalhadores e utilizadores daquela artéria, que alertam para os frequentes excessos de velocidade, acelerações bruscas e ruído provocado pelo tráfego motorizado, sobretudo por motociclos. Segundo Luís Filipe Santos, trata-se de uma zona com forte componente residencial e elevada circulação pedonal, junto a um jardim público, parque infantil, escolas, comércio, habitações e transportes públicos, pelo que considera que as preocupações manifestadas pelos cidadãos "são legítimas e exigem uma resposta concreta" por parte do município.
O autarca alerta que a configuração retilínea da Rua 31 de Janeiro favorece velocidades excessivas, aumentando o risco de atropelamentos, especialmente nas passadeiras, e de acidentes graves. Além da segurança rodoviária, aponta ainda o impacto do ruído provocado pelas constantes acelerações, sobretudo durante a noite, com reflexos na qualidade de vida dos moradores.
Na reunião de Câmara, Luís Filipe Santos vai propor que seja realizada, com carácter de urgência, uma avaliação técnica das condições de segurança rodoviária e dos níveis de ruído naquele troço, defendendo posteriormente a implementação de medidas de acalmia de tráfego. Entre as soluções a analisar estão a instalação de passadeiras sobrelevadas e lombas reductoras de velocidade, o reforço da sinalização, uma maior fiscalização da velocidade pelas autoridades competentes e a eventual instalação de radares fixos, caso a solução seja técnica e legalmente viável. O vereador pretende ainda o reforço da fiscalização do ruído excessivo provocado por veículos, em especial durante o período noturno.
"Os moradores e utilizadores desta zona estão a alertar para um problema concreto de segurança, de ruído e de qualidade de vida. A Câmara Municipal do Funchal não pode ignorar estas preocupações", afirma Luís Filipe Santos, em comunicado, defendendo que a prevenção deve prevalecer sobre a reacção a eventuais acidentes.
"Quando os cidadãos se mobilizam e apresentam preocupações fundamentadas sobre a segurança do espaço público, os responsáveis políticos têm o dever de ouvir, avaliar e agir. É isso que vou exigir na reunião de Câmara", conclui.