Chega diz que PSP na Madeira está em "colapso"
O deputado do Chega (CH), Francisco Gomes, dirigiu uma pergunta formal ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, denunciando aquilo que considera ser uma situação de "profunda incompetência" na gestão do Comando Regional da PSP da Madeira, marcada pela "falta de efetivos, pressões sobre os agentes, desrespeito pelos períodos de descanso e degradação das condições de serviço", tema que tem sido abordado frequentemente pelo eleito madeirense na Assembleia da República.
Na iniciativa parlamentar, o deputado alerta para um "conjunto de problemas" que, segundo afirma, "estão a comprometer a capacidade operacional da PSP na Região Autónoma, afectando simultaneamente a segurança da população e as condições de trabalho dos profissionais".
"A PSP da Madeira está a ser vítima de uma liderança sem rumo, incapaz de garantir meios, estabilidade e respeito pelos seus agentes. Quem protege os madeirenses não pode continuar a trabalhar sob pressão permanente e em condições desumanas e cada vez mais degradadas", afirma Francisco Gomes.
Entre as questões colocadas ao ministro, Francisco Gomes destaca "a escassez de efectivos, a afectação de agentes a outras funções em prejuízo do policiamento de proximidade, o alegado recurso frequente ao cancelamento de folgas e períodos de descanso, bem como a falta de respostas relativamente ao subsídio de insularidade, à pré-aposentação e ao acompanhamento médico e psicológico dos profissionais".
O parlamentar manifesta ainda "especial preocupação com a situação operacional no Aeroporto da Madeira", considerando que "a utilização de efectivos em funções aeroportuárias poderá estar a reduzir a capacidade de resposta das esquadras territoriais e a agravar a pressão sobre os restantes agentes", frisa.
"É inadmissível que os polícias sejam obrigados a suportar cargas de trabalho insustentáveis, sucessivos cancelamentos de folgas e níveis crescentes de desgaste físico e psicológico apenas para compensar a incapacidade de gestão do comando regional e a falta de planeamento da direção nacional da PSP e do ministério", acrescenta o deputado.
Na pergunta dirigida ao ministro, Francisco Gomes exige igualmente "esclarecimentos sobre o plano de reforço de efectivos para a Madeira e sobre as medidas que o governo pretende adoptar para garantir condições dignas de trabalho aos profissionais da PSP".
E conclui: "O governo não pode continuar a fechar os olhos à realidade da PSP na Madeira. A segurança dos madeirenses está acima da propaganda e exige comando, competência e autoridade. O actual estado de degradação é inaceitável e alguém tem de assumir responsabilidades por este falhanço."