Socorristas perdem esperança de encontrar criança de oito anos soterrada
Os socorristas perderam a esperança de encontrar uma criança de oito anos que estava soterrada num edifício em Caraballeda e culpabilizam a falta de coordenação de vários organismos e a ausência de tecnologia para encontrar mais pessoas vivas.
Depois de várias horas a procurar sinais de vida, que de acordo com os socorristas estavam confirmados, a esperança vai desvanecendo para encontrar uma criança com oito anos que estaria soterrada debaixo de um edifício residencial na cidade de Caraballeda, estado de La Guaira, a área mais fustigada pelos sismos de 24 de junho.
"Na Venezuela não contamos com equipamentos tecnológicos avançados e isso atrasou muito a localização e extração de pessoas com vida", disse à Lusa Catherine Lendoiro, que está a coordenar uma parte das operações de resgate.
A cidadã venezuelana revelou que, infelizmente, "a última prova de vida" que foi feito no edifício em se realizaram as operações de resgate foi na quinta-feira. Na sexta-feira, a Unidade Militar de Emergência de Espanha "deu um resultado de que aparentemente não há vida".
Neste edifício, os socorristas procuravam várias pessoas com vida -- chegaram a ser sete com prova de vida.
No entanto, Catherine Lendoiro criticou a burocracia excessiva e os protocolos, ainda que compreenda que têm de ser cumpridos, só roubam tempo que podia estar a ser utilizado para os resgates.
"Os diferentes organismos que passaram por aqui, lamentavelmente, chegam, dão a informação e vão embora", lamentou.
Menos os socorristas do México e de Espanha, que "têm sido excecionais".
"Cada vez que vêm socorristas novos, os protocolos fazem-se do zero e isso custa-nos tempo", sustentou.
"Não é que não agradeça o apoio que nos dão, estou muito agradecida, mas o tempo é um recurso tão importante e que não temos, não podemos recomeçar do zero cada vez que vem uma equipa [de resgate] nova", acrescentou, considerando que era necessário avançar com as operações de resgate ou para retirar os corpos.
Questionada sobre se seria feita outra prova de vida para assegurar a informação dada pelos serviços espanhóis, Catherina Lengoiro disse que não, mas referiu que se avaliava essa possibilidade, uma vez que às vezes "as máquinas também falham" e querem ter a certeza de que estão a falar de uma remoção de corpos e não de um resgate.