Kris Meeke foi o mais rápido no Shakedown
Kris Meeke foi o piloto mais rápido no Shakedown do Rali da Madeira, que teve lugar esta manhã em Água de Pena. O piloto britânico com um Toyota GR Yaris Rally2 efectuou três passagens pelo traçado e obteve como melhor marca o tempo de 1:49.9.
O segundo mais veloz foi o italiano Giandomenico Basso, que rodou quatro vezes com o seu Skoda Fabia RS Rally2 e averbou 1:50.0, a um décimo de segundo do mais rápido.
Quatro passagens efectuou igualmente o espanhol Diego Ruiloba, vencedor da prova nos dois últimos anos e que volta a utilizar um Citroën C3 Rally2, e ficou a quatro décimos da marca de referência.
Seguiram-se o madeirense Miguel Nunes e o português Armindo Araújo, ambos em Skoda Fabia RS Rally2, que ficaram, respectivamente, a sete décimos e um segundo e três décimos do melhor tempo da sessão.
A sessão de testes, que reuniu 40 concorrentes, começou com cerca de meia hora de atraso devido a problemas em equipamentos electrónicos na partida.
O shakedown decorreu entre a Estrada dos Cardais e a ER 224 e permitiu às equipas efectuar os últimos acertos das viaturas antes do arranque oficial da 67.ª edição da prova. Para apoiar os trabalhos, foi instalado um parque de assistência no Parque Desportivo de Água de Pena, junto ao aeroporto, onde os concorrentes puderam realizar intervenções rápidas entre as passagens.
O Rali da Madeira vai para a estrada esta tarde com a cerimónia de partida a decorrer às 16 horas na Praça do Povo.
Organizada pelo Club Sports da Madeira desde 1959, a prova pontua para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), Campeonato de Ralis Coral da Madeira e FIA European Rally Trophy.
Com uma lista de 89 equipas inscritas, a competição apresenta 15 Provas Especiais de Classificação (PEC), num total de cerca de 205 quilómetros cronometrados, integrados num percurso global de aproximadamente 801 quilómetros.
A edição deste ano introduz ainda uma novidade em matéria de segurança, com a criação das Zonas de Aquecimento de Pneus (ZAP), uma medida definida pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e aplicada pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). O objectivo passa por eliminar práticas de aquecimento de pneus realizadas por alguns concorrentes em estradas abertas ao trânsito antes das classificativas, garantindo um espaço próprio e controlado para esse procedimento e reforçando a segurança rodoviária.
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