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Rali da Madeira Desporto

Sessão de autógrafos é um dos momentos mais aguardados pelos adeptos

Sílvia Teixeira segue o rali há 20 anos. Fã do Funchal mantém tradição em família

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Foto Rui Silva/ASPRESS

Pouco depois das 20 horas, quando ainda faltava mais de uma hora para o início da sessão de autógrafos do Rali da Madeira, Sílvia Teixeira já marcava presença junto ao Casino da Madeira, entre os muitos fãs que começaram a concentrar-se para receber os pilotos.

A sessão, marcada para as 21h30, é um dos momentos mais aguardados pelos adeptos, permitindo um contacto mais próximo com as equipas antes das emoções na estrada. Sílvia Teixeira, do Funchal, é presença habitual e acompanha a prova há cerca de 20 anos.

"Sou arrastada pelo marido", contou ao DIÁRIO, explicando como começou esta ligação ao rali. O que começou por influência familiar acabou por se transformar numa tradição que mantém todos os anos. "Sim, vale a pena", afirmou, destacando o convívio e a animação que envolvem a prova.

Apesar de ter acabado de chegar ao Casino da Madeira, a expectativa já era grande. Entre os pilotos, tem um favorito: Giandomenico Basso. "O Basso", respondeu quando questionada sobre a sua preferência. Entre os madeirenses, destaca João Silva.

No fim-de-semana, volta a acompanhar o rali na estrada. "Sábado. Sexta-feira vou trabalhar e quinta também", explicou. O local onde irá assistir às classificativas ainda não estava escolhido. "O meu compadre ainda está a chegar de Londres, na quinta-feira, e depois vamos decidir tudo."

A escolha será feita em grupo, como manda a tradição. "Onde der jeito", disse, explicando que costuma acompanhar a prova de um lado para o outro. "Isto também é uma vez por ano."

Sílvia reconhece que acompanhar o rali é hoje diferente. "Agora é mais difícil. Antigamente era melhor, porque era de mota. Agora é de carro. Ter os atrelados – os filhos - é pior", embora admita que a deslocação em viatura acaba por ser mais segura.

A tradição passa também pelo convívio entre famílias. "Normalmente sim. São várias famílias com muita gente. Juntamo-nos todos, do lado do meu marido, do lado da família. É uma festa", contou.

O gosto pelo rali já passou para os mais novos. No grupo que acompanha a prova, as idades vão dos 7 aos 46 anos. "Já gostam disto", garantiu Sílvia Teixeira, que esta noite espera permanecer junto ao Casino da Madeira até ao final da sessão de autógrafos.