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Madeira

ADN lança petição para que os idosos em lares mantenham os seus animais de companhia

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O ADN - Alternativa Democrática Nacional - lançou uma petição pública pelo direito dos idosos residentes em lares a manterem os seus animais de companhia, defendendo que a institucionalização não deve significar a separação entre os idosos e os animais que os acompanham.

A iniciativa surge na sequência do caso de Xaninha, uma gata que, segundo o partido, alertou uma vizinha para a situação da sua dona, uma idosa de 83 anos que tinha caído em casa e permanecido várias horas sem conseguir pedir ajuda. A chamada para o 112 permitiu a intervenção dos Bombeiros Sapadores do Funchal, que socorreram a senhora.

Num comunicado, o ADN considera que este caso demonstra a importância que os animais de companhia podem assumir na vida dos idosos, não apenas como companhia, mas também como elementos de protecção e bem-estar.

"A separação forçada entre o idoso e o animal que, muitas vezes, é a sua única companhia, o seu único afecto diário e, como este caso prova, pode ser também a sua salvação", refere.

Na petição, o ADN apela ao reconhecimento do direito dos idosos que vivem em estruturas residenciais para pessoas idosas poderem continuar junto dos seus animais de companhia, argumentando que esta questão está relacionada com a dignidade, saúde mental e saúde física dos idosos. "Não se trata de um capricho nem de uma causa menor. É uma questão de dignidade, de saúde mental e de saúde física dos nossos idosos. Retirar a um idoso institucionalizado o animal que o acompanho", lê-se.

O partido defende ainda uma resposta articulada entre serviços de saúde, Segurança Social, autarquias e entidades de proteção animal, garantindo uma solução que permita proteger simultaneamente os idosos e os seus animais.

Além da petição, o ADN considera necessário reforçar os mecanismos de identificação e acompanhamento de idosos isolados, defendendo que a institucionalização não deve significar automaticamente a perda do vínculo com o animal de companhia.

"A dignidade dos nossos idosos mede a dignidade da nossa sociedade. Não podemos continuar a agir apenas depois da tragédia acontecer, e não podemos continuar a tratar o vínculo entre um idoso e o seu animal como algo dispensável", remata.