PS e Chega parceiros contra as reformas estruturais

O Prof. Óscar Afonso Diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto publicou no ECO um artigo intitulado “A grande fraude da convergência portuguesa. Somos o 6º país mais pobre da UE”, que devia ser lido por todos mas sobretudo pelos responsáveis do PS que durante 8 anos governaram Portugal, a começar por António Costa que nem sequer queria ouvir falar de reformas estruturais e ainda menos pô-las em prática, levando a que o PIB per capita de Portugal que mede a nossa riqueza média por habitante e serve para avaliar o nosso nível de vida médio e a nossa produtividade nos coloque como o “6º país mais pobre da UE” atrás da Estónia, Croácia e Roménia que entraram depois de nós na UE.

O descalabro da desregulação dos fluxos migratórios dos governos do PS fez com que o INE só agora fosse capaz de apresentar estatísticas fiáveis da população que vive em Portugal fazendo com que os cálculos que medem e comparam os dados da nossa economia com os outros países da UE estivessem incorretos desde 2021.

O recente chumbo na AR pelo PS em parceria com o Chega da reforma laboral impediu aquilo que seria um passo importante para a modernização da nossas economia permitindo às nossas empresas com um mínimo de racionalidade económica substituir sistemas produtivos obsoletos por outros mais produtivos com base na automatização/informatização/IA, bem como contratar mão de obra especializada sobretudo de jovens licenciados, os mesmos que vão para o estrangeiro à procura de salários compatíveis com a sua formação profissional/académica, dificultando a melhoria da produtividade das empresas e o nível salarial dos seus colaboradores, que continuam a ser prejudicados pela recusa das reformas estruturais seja do PS, o que é a sua imagem de marca, seja do Chega que berra aos quatro ventos que quer mudar tudo e mais alguma coisa mas que se alia ao PS e à extrema esquerda e quando chega a hora de tomar decisões cruciais para promover a modernização e a melhoria da nossa economia falha tal como o PS e a extrema esquerda falharam.

Aliás é sintomático e esclarecedor que o Chega para permitir a aprovação da reforma laboral tenha exigido como contrapartida a diminuição da idade da reforma um disparate tão grande como o seu populismo rasteiro e repetitivo que faz das suas proclamações anti-imigração e agravamento de penas contra os emigrantes sem qualquer nexo de causalidade o seu foco, o que prova sobretudo a sua total incompetência e incapacidade para discutir de forma séria e consequente medidas reformistas cruciais para a melhoria da produtividade da nossa economia e da vida dos portugueses/as, nomeadamente dos jovens.

PS e Chega são partidos retrógados que colocam os seus interesses políticos/populistas acima dos interesses de Portugal, pondo em risco o futuro dos portugueses e especialmente dos jovens.

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