Jorge Afonso Freitas defende plano estrutural para as estradas do Funchal
Perante as crescentes preocupações dos munícipes relativamente ao estado de degradação de diversas estradas do concelho do Funchal, o vereador independente Jorge Afonso Freitas considera, em nota à imprensa, que chegou o momento de abandonar a política dos remendos sucessivos e avançar para uma estratégia estrutural de reabilitação da rede viária municipal.
Como refere, os recentes alertas de utilizadores das vias públicas, associações representativas e especialistas da área da engenharia confirmam uma realidade visível em várias zonas da cidade: buracos, abatimentos de pavimento, problemas de drenagem e intervenções de caráter temporário que, apesar de resolverem situações imediatas, não eliminam as causas estruturais da degradação das estradas.
Neste sentido, Jorge Afonso Freitas defende que a Câmara Municipal do Funchal deve preparar desde já um Plano Municipal de Reforço da Engenharia Civil, tendo em conta que vários engenheiros civis da autarquia deverão atingir a idade da reforma nos próximos anos. “É fundamental assegurar a renovação dos quadros técnicos e a transmissão do conhecimento acumulado, garantindo capacidade de planeamento, fiscalização e acompanhamento das futuras intervenções na rede viária”, diz.
Na mesma nota, o vereador considera igualmente indispensável que, no âmbito de uma futura revisão ou alteração do Plano Diretor Municipal (PDM), seja promovida uma revisão da Planta da Hierarquia da Rede Viária do concelho. Importa igualmente promover uma avaliação técnica global do estado da rede viária municipal, identificando as zonas mais críticas e estabelecendo prioridades de intervenção com base em critérios objetivos de segurança rodoviária, intensidade de tráfego e estado de conservação.
Jorge Afonso Freitas entende ainda que o Funchal deveria adotar um modelo de Conservação Corrente por Contrato, à semelhança daquele que há bastante tempo é seguido pelo Governo Regional.
“Não basta continuar a tapar buracos. É necessário planear a cidade para os próximos 20 ou 30 anos, dotando o Funchal de uma rede viária moderna, segura e preparada para responder às exigências da mobilidade atual. Para isso, precisamos de mais planeamento, mais capacidade técnica e de uma visão estratégica para o futuro. E isso passa tanto pelas grandes empreitadas como por uma manutenção contínua e profissional da rede, porque conservar é sempre mais barato do que reconstruir”, afirma.