Madeira preparada para acolher os que vierem da Venezuela
Não devemos ter “memória curta”, defendeu o Presidente do Governo
A Madeira está preparada para receber os cidadãos portugueses e lusodescendentes que queiram regressar na sequência da tragédia provocada pelos terramotos que atingiram o país há uma semana, com particular gravidade em La Guaira. Miguel Albuquerque disse que não devemos ter “memória curta”.
Segundo o Presidente do Governo Regional, a Madeira recebeu em 2019 onze mil pessoas da Venezuela sem que isso tenha colocado problemas. “Ficaram aqui a residir sem nenhum problema. Portanto, nós temos que estar preparados para isso”, afirmou.
O líder do Executivo madeirense não acredita que haja essa vaga, pelo menos a informação que tem de momento não vai nesse sentido, mas tem o seu chefe de gabinete a caminho de Caracas.
“Segundo aquilo que tem sido o feedback dos nossos conselheiros, essa tendência de retorno neste momento não se verifica. Mas nós estamos preparados para acolhê-los se for necessário, porque são pessoas que deram o máximo à sua terra”, lembrou, referindo as remessas que enviaram, que nos anos oitenta ajudaram a Madeira. “Nós não podemos ter memória curta e ser ingratos. Temos de continuar a ser solidários”.
Miguel Albuquerque sublinha a situação catastrófica que o país vive. Aguarda a chegada de Rui Abreu à Venezuela para poder ter informações mais concretas.
“Neste momento o que eu tenho dito é que era importante, quem quiser apoiar, depositar o dinheirinho na Cruz Vermelha, que é a maneira certa do dinheiro chegar lá”, incentivou.