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Madeira

Nova Unidade de Saúde do Porto Santo deverá estar concluída no Verão de 2028

Miguel Albuquerque afirma que a nova unidade de saúde do Porto Santo e o Hospital Central e Universitário da Madeira são prioridades máximas do Executivo, admitindo que outros investimentos poderão ser adiados. O Novo Hospital Central e Universitário da Madeira poderá atingir os 515 milhões de euros

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Foto DR

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, afirmou, esta sexta-feira, que a nova Unidade de Saúde do Porto Santo deverá estar concluída no Verão de 2028, considerando tratar-se de uma das mais importantes obras alguma vez realizadas na ilha. As declarações foram prestadas durante a visita ao arranque da segunda fase da empreitada.

O governante explicou que a primeira fase da obra, correspondente à construção da estrutura do edifício, representou um investimento de cerca de quatro milhões de euros e ficou concluída em 2025. Seguiu-se a actualização dos preços do projecto, devido ao aumento dos custos dos materiais e da mão de obra, permitindo agora o avanço da segunda fase, orçada em cerca de 29 milhões de euros. No total, a nova unidade de saúde representará um investimento de 35,5 milhões de euros, incluindo o IVA.

"É uma das obras mais importantes da história do Porto Santo", afirmou Miguel Albuquerque, defendendo que o equipamento será determinante para acompanhar o desenvolvimento da ilha, tanto ao nível da qualidade de vida dos residentes como da atratividade turística e da fixação de novos habitantes. Segundo explicou, a nova unidade integrará diversas valências de prestação de cuidados de saúde e incluirá uma unidade de cuidados continuados com 20 camas, respondendo a uma antiga reivindicação da população porto-santense.

Além da infraestrutura de saúde, o Governo Regional prevê construir habitações de função destinadas a médicos, enfermeiros e outros profissionais, como forma de facilitar a sua fixação na ilha, onde os custos da habitação aumentaram significativamente nos últimos anos.

Questionado sobre a diferença entre a estimativa inicial, que apontava para cerca de 18 milhões de euros, e o valor actual, Miguel Albuquerque rejeitou falar em "derrapagem" financeira. O presidente do Governo sustentou que o aumento resulta exclusivamente da actualização dos preços provocada pelo forte crescimento dos custos dos materiais de construção e da mão de obra, agravados pelos efeitos da guerra na Ucrânia e, mais recentemente, do conflito no Médio Oriente.

Recordou ainda que o primeiro concurso público lançado com os valores inicialmente previstos ficou deserto, obrigando à revisão técnica dos custos para permitir a adjudicação da empreitada.

Na ocasião, Miguel Albuquerque assegurou que a Região dispõe de capacidade orçamental para suportar o investimento, lembrando que parte da obra será financiada por fundos europeus através do programa Portugal 2030, cabendo ao Governo Regional assegurar a restante comparticipação. O chefe do executivo relacionou esta capacidade financeira com o actual desempenho da economia madeirense, referindo que a Região regista "61 meses consecutivos de crescimento económico", o que se traduz num aumento da receita fiscal.

Ainda assim, reconheceu que a prioridade atribuída às grandes infraestruturas de saúde poderá obrigar ao adiamento de outros investimentos públicos. "Não temos um orçamento elástico, nem o dinheiro cresce por baixo das pedras. Temos de fazer opções", afirmou, acrescentando que tanto a nova unidade do Porto Santo como o novo Hospital Central e Universitário da Madeira constituem prioridades absolutas do executivo.

Novo Hospital Central e Universitário da Madeira poderá atingir os 515 milhões de euros

Sobre o novo Hospital Central e Universitário da Madeira, Miguel Albuquerque revelou que o custo global da infraestrutura deverá ascender aos 515 milhões de euros, valor que resulta da actualização dos preços e da incorporação de tecnologia de última geração.

O presidente do Governo reiterou que existe um compromisso do primeiro-ministro para que o Estado assegure 50% do financiamento da obra, garantindo que essa participação será cumprida. Defendeu ainda que os investimentos tecnológicos são indispensáveis para manter a competitividade do Serviço Regional de Saúde, apontando como exemplo a aquisição de equipamentos de cirurgia robótica e outras soluções inovadoras que permitem melhorar a qualidade dos cuidados prestados aos utentes.

"A actualização tecnológica é essencial para que a saúde pública não fique atrás das unidades privadas", concluiu.