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Novo sismo de magnitude 5,1 sentido em Caracas

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A terra não pára de tremer na Venezuela. Moradores, emigrantes madeirenses, em Caracas, relataram ao DIÁRIO a ocorrência de um novo sismo, sentido há poucos minutos na capital Venezuelana, num momento em que o país continua profundamente abalado pela sequência sísmica que atingiu sobretudo o litoral central e deixou um rasto de destruição em La Guaira.

De acordo com informação preliminar que circula em aplicações de monitorização sísmica, enviada ao DIÁRIO por moradores, o abalo terá tido magnitude 5,1, com localização indicada como “Near Coast of Venezuela”, no estado de Aragua, junto à costa venezuelana. O registo surge associado ao Serviço Geológico Colombiano e assinalado como avaliação manual.

Uma segunda imagem enviada ao DIÁRIO mostra ainda outro evento sísmico registado esta manhã na Venezuela, com magnitude 4,2, localizado a cerca de 10 quilómetros a leste de La Guaira, no município de Vargas. Na mesma listagem, o sismo de magnitude 5,1 junto à costa venezuelana surge praticamente à mesma hora, o que reforça a percepção de uma nova sequência de abalos na região centro-norte do país.

O abalo voltou a provocar momentos de pânico em vários sectores de Caracas, com relatos de pessoas a abandonarem edifícios por precaução e famílias a permanecerem na rua, receando novas réplicas. Até ao momento, não há confirmação oficial, por parte das autoridades venezuelanas, sobre a profundidade exacta dos sismos, nem informação sobre eventuais danos materiais ou vítimas associados a estes novos movimentos telúricos.

A situação é particularmente sensível porque a Venezuela continua em plena resposta de emergência depois dos fortes sismos registados na passada semana, que provocaram elevado número de vítimas, milhares de desalojados e danos significativos em edifícios, sobretudo no estado de La Guaira, uma das zonas mais afectadas pela catástrofe.

Em Caracas, onde muitos edifícios já tinham sofrido vibrações e fissuras na sequência dos abalos anteriores, a população vive agora em permanente sobressalto. Moradores contactados pelo DIÁRIO descrevem “segundos de muito medo” e admitem que qualquer novo tremor é suficiente para reacender o pânico instalado desde os grandes sismos de 24 de Junho.

As autoridades venezuelanas e os organismos sismológicos deverão actualizar nas próximas horas a informação relativa a estes novos abalos. Até lá, recomenda-se à população que evite estruturas danificadas, siga as indicações da protecção civil e permaneça afastada de fachadas, muros, varandas e edifícios com sinais de instabilidade.

Os novos sismos ocorrem quando equipas nacionais e internacionais continuam envolvidas em operações de busca e salvamento, num cenário ainda marcado por escombros, desaparecidos e necessidades urgentes de apoio humanitário.