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Madeira

Mais de 7 em cada 10 funcionários públicos na Madeira tem 45 ou mais anos

Foto Arquivo/Aspress
Foto Arquivo/Aspress

O envelhecimento da força de trabalho no sector público regional é uma das tendências mais marcantes reveladas pelos dados que a Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) publicou hoje na primeira edição do Boletim do Emprego Público Regional para 2026.

Com dados relativos ao emprego na Administração Pública da Região Autónoma da Madeira (ARM) e nas empresas públicas não reclassificadas no perímetro das Administrações Públicas, a publicação cobre o período entre Dezembro de 2011 e Dezembro de 2025 e desagrega a informação por escalão etário, sexo e nível de escolaridade.

Assim, a idade média dos 21.084 trabalhadores da ARM era, em Dezembro de 2025, de 49,8 anos, mais 6,8 anos do que em Dezembro de 2011, quando se situava nos 43,0 anos. No 2.º semestre de 2025, 72,4% dos trabalhadores tinham 45 ou mais anos de idade. Ou seja mais de 7 em cada 10 já ultrapassaram a fasquia dos 45 anos.

As carreiras mais envelhecidas são a de oficial dos registos e notariado (56,2 anos de média), a de dirigente superior (53,3 anos) e a de assistente técnico e administrativo (51,9 anos). No extremo oposto, o pessoal de investigação científica apresenta a média mais baixa, com 37,5 anos, seguido da carreira médica (40,1 anos) e dos técnicos de diagnóstico e terapêutica (44,2 anos).

Quanto às habilitações, mais de metade (58,5%) dos trabalhadores da ARM possui ensino superior, um valor que supera em 30,7 pontos percentuais a proporção verificada no conjunto da população empregada na região, refere a DREM.

Cerca de 7,4% têm um grau acima da licenciatura, sendo 7,1% mestres e 0,3% doutores. Os restantes dividem-se entre o ensino secundário (20,8%) e o ensino básico (20,7%).

Refira-se que desde 2011, a escolaridade tem vindo a subir: a proporção de trabalhadores com ensino superior cresceu 4,5 pontos percentuais e a de trabalhadores com ensino secundário 4,3 pontos, enquanto a fatia com apenas o ensino básico caiu 8,8 pontos percentuais.

A feminização é igualmente acentuada, pois quase sete em cada dez trabalhadores são mulheres (69,0%), e esse predomínio é ainda mais expressivo nos níveis de bacharelato (80,9%), licenciatura (72,5%) e ensino secundário (70,7%), embora no geral já tenha estado mais alta.

Nas empresas públicas e demais entidades detidas pela Administração Pública Regional, o perfil é distinto: o escalão etário dos 55 aos 64 anos é o mais representado, correspondendo a 31,2% dos 1.963 trabalhadores, e o ensino básico é o nível de escolaridade predominante, com 55,4% do total.

A DREM informa ainda que passa agora a publicar uma Síntese de Emprego Público Regional e Local com periodicidade trimestral e um Boletim semestral, acompanhando a metodologia adoptada pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público a nível nacional.