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Madeira

Madeira foi a única região com quebra de partos entre 2024 e 2025

Foto Shutterstock
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Com menos 3,3% de partos registados na Região Autónoma da Madeira entre 2024 e 2025, esta foi a única região onde ocorreu uma quebra neste indicador divulgado hoje pelo INE.

"Entre 2024 e 2025, o número de partos aumentou em todas as regiões do país, com excepção da Região Autónoma da Madeira onde se registou uma diminuição de 3,3%. Nas restantes regiões NUTS II, destaca-se o acréscimo de quase 6% observado na região Norte, mas também o aumento de cerca de 5% registado na região Centro, na Península de Setúbal e na Região Autónoma dos Açores. Conjugando o número de partos e a variação anual relativa de partos em cada região, conclui-se que a região Norte contribuiu em quase metade (1,8 pontos percentuais) para o aumento de 3,7% do número de partos ocorridos em Portugal em 2025", resume o Instituto Nacional de Estatística.

"Em 2025, ocorreram 87.130 partos em Portugal, mais 3.071 do que em 2024, contrariando a queda registada entre 2023 e 2024", diz o INE. "O número de partos ocorridos retoma, assim, a tendência de crescimento que se vinha a verificar desde 2022", acrescenta. Ora, na Madeira aconteceu precisamente o contrário. Ocorreram no ano passado 1.716 partos, uma quebra face aos 1.774 registados em 2024, que representara um crescimento face ao ano anterior (1.733), que por seu turno tinha tido uma quebra face a 2022 (1.742).

Diz mais o INE que "do total de partos ocorridos em 2025, 99,7% (86 869) foram de mães residentes no país e 0,3% (261) de mães residentes no estrangeiro. Estas proporções são semelhantes às dos últimos dois anos", sendo que "o maior número de partos de mulheres residentes no país ocorreu na região Norte (29,8%) e na Grande Lisboa (25,6%), seguindo-se a região Centro (13,7%), a Península de Setúbal (9,7%) e a região Oeste e Vale do Tejo (7,7%)".

Por concelhos, Funchal teve naturalmente mais partos de mães residentes no concelho (embora a maioria dos partos, 1.699, se deem em unidade hospitalar (todas localizadas no Funchal, sejam públicas ou privadas), totalizando 697 dos partos. Seguem-se as mães residentes em Santa Cruz (297) e Câmara de Lobos (289) e, ainda, em Machico (118), Ribeira Brava (74), Calheta (71), Ponta do Sol (55), Porto Santo (39), Santana (31), São Vicente (28) e Porto Moniz (17).

Refira-se que em 2025, "a proporção de partos de mães de nacionalidade estrangeira foi, no conjunto do país, de 28,8%, o que representa um aumento em relação a 2024 (26,3%). Este indicador foi mais expressivo em municípios do Algarve e da Grande Lisboa e menor nas Regiões Autónomas, nas regiões Norte e Centro e no interior alentejano. Mais de metade das mulheres eram de nacionalidade estrangeira em Aljezur (72,9%), Odemira (65,9%), Corvo (60,0%, com um registo total de apenas 5 partos), Albufeira (56,8%), Entroncamento (56,1%), Barreiro (53,8%), Amadora (53,3%) e Odivelas (45,5%)", aponta a autoridade estatística nacional.