PSP alerta para fenómenos que tornam a sociedade mais insegura
Comandante regional destaca dependências e reforça cooperação na operação ‘Not So Smart’
“Cabe às autoridades públicas combater estes fenómenos, porque tornam a sociedade mais insegura e menos saudável”, afirmou o comandante regional da Polícia de Segurança Pública (PSP) da Madeira, superintendente Ricardo Matos, ao alertar para os impactos das dependências, frequentemente associadas a situações de exclusão social e a comportamentos criminosos.
“Basta ter THC para ser ilegal”
PJ alerta para risco de saúde pública e desmente ideia de legalidade de produtos com canábis
O responsável destacou a participação da PSP na operação “Not So Smart”, desencadeada pela Polícia Judiciária, sublinhando o trabalho conjunto entre várias entidades no combate ao tráfico e consumo de substâncias ilícitas.
ARAE alerta para ilegalidade de alimentos com CBD em 'smartshops'
Inspecção aponta reincidência e ausência de segurança alimentar em vários produtos
“Em primeiro lugar, dizer que foi muito satisfatória a participação da Polícia de Segurança Pública nesta operação”, afirmou, defendendo que apenas uma actuação articulada entre instituições permite alcançar resultados eficazes.
Ricardo Matos referiu que existe uma percepção partilhada entre as várias entidades sobre a dimensão do fenómeno, sublinhando que se trata de um mercado “economicamente muito atractivo”, o que contribui para a sua persistência.
O comandante regional alertou ainda para os efeitos das dependências na sociedade, referindo que estas podem estar associadas a situações de exclusão social e a comportamentos violentos ou criminosos.
“Cabe às autoridades públicas combater estes fenómenos”, reiterou, defendendo uma acção concertada para travar a venda e o consumo destas substâncias.
Ricardo Matos sublinhou a disponibilidade da PSP para continuar a colaborar com a ARAE, a Polícia Judiciária e as autoridades de saúde no combate a este fenómeno.
Segundo o responsável, participaram 12 elementos da PSP na operação — dois chefes e dez agentes —, que decorreu durante mais de 12 horas de trabalho contínuo.
“Foi um dia intenso de trabalho, mas com resultados que esperamos que tenham consequências na apreensão e destruição destes produtos e no desincentivo à proliferação destas lojas”, concluiu.