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Madeira

PCP apela à adesão à Greve Geral de amanhã e critica políticas laborais

Ricardo Lume esteve numa acção de rua e contacto com a população. 
Ricardo Lume esteve numa acção de rua e contacto com a população. , Foto DR/PCP

O PCP apelou esta segunda-feira à adesão massiva dos trabalhadores da Madeira à Greve Geral marcada para amanhã, 3 de Junho, considerando que os trabalhadores da Região têm "razões acrescidas" para participar na paralisação convocada pelas estruturas sindicais. 

Numa acção de contacto com trabalhadores e população realizada junto ao Bazar do Povo, no Funchal, o dirigente comunista Ricardo Lume defendeu que a greve constitui uma forma legítima de luta pelos direitos laborais, sublinhando que todos os trabalhadores, independentemente do sector ou vínculo contratual, estão abrangidos pelo pré-aviso de greve, refere um comunicado enviado às redacções. 

O PCP criticou ainda as políticas laborais do Governo da República, acusando PSD e CDS de promoverem alterações legislativas que representam um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. Ricardo Lume apontou, também, problemas que, segundo o partido, afectam a Região, como os baixos salários, o elevado custo de vida, a precariedade laboral e o incumprimento de promessas relacionadas com a valorização das carreiras profissionais.

Os comunistas denunciam, igualmente, aquilo que consideram ser tentativas de limitar o direito à greve através da imposição de serviços mínimos excessivos.

No final da iniciativa, o PCP apelou à participação dos trabalhadores na Greve Geral e na concentração agendada para esta terça-feira, junto à Assembleia Legislativa da Madeira.