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Madeira

Jovens do Bloco de Esquerda apelam à participação na greve geral

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Os Jovens do Bloco de Esquerda da Madeira emitiram um comunicado onde apelam à participação de todos os trabalhadores na greve geral do próximo dia 3 de Junho, convocada em resposta ao pacote laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS. "Trata-se de um conjunto de propostas que representa um grave retrocesso nos direitos laborais e que afetará particularmente os jovens trabalhadores", aponta.

"Num país onde milhares de jovens continuam a enfrentar salários baixos, dificuldade em encontrar emprego na sua área de formação, rendas incomportáveis e uma precariedade cada vez mais generalizada, o Governo responde com medidas que favorecem os patrões e fragilizam ainda mais quem trabalha", lamentam os Jovens do BE.

Uma das propostas que mais preocupa este organismo é o reforço dos mecanismos de banco de horas. "Na prática, o Governo quer dar às entidades patronais um maior controlo sobre o tempo de vida dos trabalhadores, permitindo que horas extraordinárias sejam compensadas através de folgas decididas pela empresa em vez de serem pagas. Isto significa que muitos trabalhadores poderão ser pressionados a trabalhar mais horas sem receber mais por isso", explicam.

Para milhares de pessoas, as horas extraordinárias são uma parte importante do rendimento mensal e ajudam a fazer face ao aumento do custo de vida. Este pacote laboral não é apenas um ataque aos direitos laborais, é também um ataque direto ao rendimento de quem vive do seu trabalho.

Também a proposta de alargamento da duração máxima dos contratos a termo de dois para três anos representa "mais um passo na normalização da precariedade". Um jovem poderá passar três anos num limbo, sem saber se terá um vínculo efetivo ou se continuará preso a sucessivas renovações de um contrato precário. Em vez de criar estabilidade, o Governo opta por prolongar a incerteza e adiar projetos de vida.

"Estas medidas não resolvem nenhum dos problemas da juventude trabalhadora. Não aumentam salários, não combatem a precariedade, não facilitam o acesso à habitação e não criam melhores perspectivas de futuro. Apenas tornam mais fácil explorar quem trabalha e mais difícil construir uma vida com dignidade", dizem.