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Madeira

"É tempo de acabar com o desperdício de património urbano"

Proposta dos vereadores independentes na Câmara Municipal do Funchal prevê reconversão de espaços devolutos em casas através de nova unidade municipal

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Os vereadores independentes na Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas, apresentaram uma proposta para a criação da Unidade Municipal de Reconversão Habitacional (UMRH), defendendo uma resposta mais directa à crise de habitação no concelho.

“Funchal precisa de soluções, não de promessas”, afirmam os autarcas, sublinhando que a proposta pretende “identificar garagens, lojas devolutas e outros espaços urbanos abandonados que possam ser transformados em habitação digna, devolvendo vida à cidade e aumentando a oferta de casas sem destruir mais território”.

A iniciativa prevê a criação de uma estrutura técnica municipal para inventariar e georreferenciar imóveis devolutos, acompanhando os processos de reconversão e reduzindo entraves burocráticos. Os independentes defendem que a medida permitiria “aproveitar o que já existe, reabilita em vez de abandonar” e responder à pressão habitacional que afasta famílias do Funchal. "É tempo de acabar com o desperdício de património urbano enquanto jovens casais, trabalhadores e famílias são empurrados para fora do Funchal por falta de habitação acessível", lê-se na nota enviada.

Na mesma reunião camarária, os vereadores saudaram algumas intervenções do município, como a renovação da imagem das papelarias no espaço urbano e a limpeza preventiva de sarjetas e sumidouros antes do período de chuvas.

Ainda assim, alertaram para situações de degradação em terrenos municipais, referindo casos no Bairro da Penha de França, na Rua da Levada de Santa Luzia e no terreno a tardoz do Centro de Deficiência Motora. “O Funchal não pode continuar a conviver com espaços degradados e abandonados quando existem soluções ao alcance da gestão municipal”, afirmam, defendendo “menos propaganda e mais trabalho, menos burocracia e mais acção”.