Madeira com taxa de desemprego de 3,5%, a mais baixa em 15 anos
Região mantém o registo de menor taxa de desemprego do país no 2.º trimestre de 2026
A Região Autónoma da Madeira registou a mais baixa taxa de desemprego do país no 2.º trimestre de 2026, fixando-se nos 3,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que é o novo mínimo da actual série estatística (desde 2011), ou seja nos últimos 15 anos e meio.
O valor coloca a Madeira 1,8 pontos percentuais abaixo da média nacional, que foi de 5,3%, e representa a menor taxa entre todas as regiões NUTS II de Portugal. Depois da Madeira surgem o Centro e o Alentejo, ambos com 4,0%, o Algarve (4,2%), o Oeste e Vale do Tejo (4,6%) e os Açores (5,0%). Acima da média nacional ficaram apenas a Península de Setúbal (7,4%), a Grande Lisboa (5,7%) e o Norte (5,7%).
Além de liderar o ranking nacional, a Madeira foi também a região que registou a maior melhoria face ao mesmo período do ano passado. A taxa de desemprego desceu 1,3 pontos percentuais em termos homólogos, a maior redução entre todas as regiões do país. Em comparação com o 1.º trimestre deste ano, verificou-se igualmente uma diminuição de um ponto percentual.
No conjunto do país, a taxa de desemprego recuou para 5,3%, menos 0,8 pontos percentuais do que no trimestre anterior e menos 0,6 pontos face ao 2.º trimestre de 2025, atingindo o valor mais baixo desde o início da série estatística, em 2011. A população desempregada diminuiu para 300,8 mil pessoas, enquanto a população empregada aumentou para um máximo de 5,4 milhões de pessoas.
Os dados regionais, divulgados em simultâneo pela DREM, revelam ainda que a população activa aumentou para 142,8 mil pessoas, o valor mais elevado desde o início da actual série estatística. Face ao segundo trimestre de 2025, registou-se um crescimento de 4,8%, correspondente a mais 6,5 mil pessoas, enquanto, em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 0,4% (+500 pessoas).
Também a população empregada voltou a atingir um máximo histórico, ao fixar-se em 137,8 mil pessoas. Em termos homólogos, o emprego cresceu 6,2%, o equivalente a mais 8,0 mil trabalhadores, enquanto na comparação trimestral aumentou 1,4% (+1,9 mil pessoas). Entre os empregados, cerca de 20 mil trabalharam a partir de casa, 7,1 mil exerciam uma actividade secundária e 3 mil encontravam-se em situação de subemprego a tempo parcial, salienta Direção Regional de Estatística da Madeira.
No sentido inverso, a população desempregada desceu para apenas 5 mil pessoas, o valor mais baixo desde o início da série estatística, em 2011. O número de desempregados diminuiu 23,3% face ao período homólogo e 21,4% em relação ao 1.º trimestre de 2026.
A taxa de desemprego foi ligeiramente superior entre os homens (3,8%) do que entre as mulheres (3,2%). Já a taxa de actividade da população entre os 16 e os 89 anos atingiu os 62,6%, aumentando 2,2 pontos percentuais em termos homólogos, embora tenha permanecido inalterada face ao trimestre anterior. Entre os homens, a taxa de actividade foi de 66,7%, enquanto nas mulheres se fixou em 59,0%.
O mercado de trabalho regional apresentou igualmente melhorias ao nível da subutilização do trabalho. O número de pessoas nesta situação desceu para 10,1 mil, menos 21% do que há um ano e menos 17,2% face ao trimestre anterior. A respectiva taxa foi estimada em 7,0%, uma redução de 2,2 pontos percentuais em termos homólogos e de 1,5 pontos percentuais na comparação trimestral.
Os dados do INE mostram ainda que, entre as regiões autónomas, a Madeira apresenta um desempenho claramente mais favorável do que os Açores. Enquanto a taxa de desemprego madeirense baixou para 3,5%, a dos Açores subiu para 5,0%, sendo a única região do país a registar um agravamento em termos homólogos, com um aumento de 1,1 pontos percentuais.