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Madeira

"Água mole em pedra dura tanto bate até que fura"

Jardim defende insistência na Europa e consenso na revisão constitucional

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Foto OD

Alberto João Jardim defende a necessidade de insistência contínua nas relações com a União Europeia e com o Estado português, sublinhando que os resultados políticos se alcançam com persistência e presença regular nos centros de decisão.

“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. No fundo, temos que insistir”, afirmou o antigo governante, acrescentando que muitas conquistas só foram possíveis “por estar sempre a insistir”.

Jardim defendeu que a Madeira e o país devem manter uma presença constante em Bruxelas e em Lisboa, considerando que a estratégia passa por definir claramente objetivos e não abandonar a pressão política: “Temos que andar sempre lá e dizer o que queremos”.

O antigo presidente do Governo Regional traçou ainda um contraste entre o período inicial da autonomia e o presente, defendendo que se passou de uma fase de confronto para uma fase de maior consenso político.

Nesse contexto, sustentou que a revisão constitucional apresentada pela Madeira deve chegar a Lisboa com apoio alargado dos partidos, sublinhando a importância de uma posição comum.

Sobre a atuação de Miguel Albuquerque, Jardim elogiou a sua postura na relação com o poder central, afirmando que o atual líder madeirense “tem feito o máximo que podia fazer”, incluindo momentos de rutura com a direção nacional do partido.

Jardim defendeu ainda reformas estruturais no país e na região, apontando o exemplo da Irlanda como modelo de transformação económica através da boa aplicação dos fundos europeus, combinada com reformas internas e atração de investimento.

Alertou também para questões de desigualdade salarial e perda de classe média, defendendo uma melhor distribuição da riqueza e o reforço das condições de vida dos trabalhadores.

Declarações à margem da conferência “Encruziladas da Europa”, realizada esta tarde no Salão Nobre do Parlamento Regional, com a presença de vários antigos secretários dos governos jardinistas.