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Guerra no Irão Mundo

Responsável dos EUA garante que Líbano está incluído no acordo de paz

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Um responsável norte-americano garantiu hoje que o acordo com o Irão "inclui o Líbano" e disse estar otimista quanto ao resultado final das negociações ser também do agrado de Israel e dos países do Golfo.

Quanto a possíveis reticências por parte do Irão, considerou que estas eram "bastante mínimas", avaliando que existia um "amplo consenso" a favor do acordo em Teerão, incluindo entre a Guarda Revolucionária, entre os "defensores da linha dura" e entre as "autoridades civis", de acordo com um alto responsável em condição de anonimato citado pela agência de notícias France-Presse.

A República Islâmica tem reiterado que o Líbano deve ser incluído num acordo mais abrangente de paz no Médio Oriente, após a guerra ter-se alastrado até Beirute em 02 de março com os ataques do movimento xiita Hezbollah contra Israel.

Já a agência de notícias espanhola EFE, que cita também responsável norte-americano sob condição de anonimato, avançou que os Estados Unidos esperam mesmo assinar "nos próximos dias" um acordo com o Irão para pôr fim à guerra, o que cumpriria os "principais objetivos" do Presidente, Donald Trump, como reabrir o estreito de Ormuz e lançar as bases para o desmantelamento do programa nuclear iraniano.

  "Esperamos assinar este acordo nos próximos dias. Não posso dar uma data exata", disse, acrescentando que tem "85% de confiança" no prognóstico.

Esta fonte afirmou que o rascunho do acordo "cumpre os objetivos centrais que o presidente dos Estados Unidos estabeleceu" ao iniciar a guerra contra o Irão em fevereiro passado e coloca Washington "numa posição muito, muito favorável".

Adiantou que o acordo reabriria o estreito de Ormuz e conduziria "ao desmantelamento do programa nuclear iraniano", além de permitir aos Estados Unidos adquirir o urânio enriquecido pela República Islâmica para a sua destruição.

O Irão tem reiterado que as suas atividades nucleares têm fins exclusivamente civis e rejeita as acusações de que procura desenvolver armamento atómico.

O acordo obrigaria também o Irão a "deixar de financiar a violência" noutros países do Médio Oriente - como os rebeldes Huthis no Iémen, o Hamas na Faixa de Gaza e o Hezbollah no Líbano, - mas "faria com que todos respeitassem a soberania territorial iraniana".

O Irão receberia, em troca, um alívio das sanções, o que lhe permitiria "reintegrar-se na economia mundial", acrescentou.

Após alguns dias de confrontos no Golfo Pérsico, os mais graves desde o cessar-fogo decretado em abril, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que um "memorando de entendimento" com os Estados Unidos "nunca esteve tão próximo".

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou, por sua vez, que não serão libertados fundos para o Irão em troca da assinatura de um acordo de paz.

O número dois da administração Trump deverá ser o responsável norte-americano destacado para formalizar o acordo com Teerão na Europa, segundo as declarações do Presidente republicano na quinta-feira.