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Pelo menos 12 mortos em ataques israelitas no sul do Líbano

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Foto EPA

Pelo menos 12 pessoas morreram hoje em ataques israelitas no sul do Líbano, segundo uma fonte médica citada pela AFP.

Israel prosseguiu os bombardeamentos no Líbano, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou aos libaneses para se "juntarem" à luta do seu país contra o Hezbollah.

O exército israelita deteve ainda dois habitantes de uma aldeia fronteiriça do sul do Líbano e levou-os para Israel para interrogatório, antes de serem libertados ao início da noite.

Apesar do anúncio, em 04 de junho, de um acordo entre Israel e o Líbano para um novo cessar-fogo, o exército israelita continua a realizar ataques no país, enquanto o Hezbollah reivindica ataques diários contra as forças israelitas no sul.

Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, arrefeceu hoje as esperanças de um acordo com Teerão para pôr fim à guerra regional, ao afirmar que o exército dos Estados Unidos iria "atacar" o Irão ainda hoje, acusando Teerão de duplicidade.

No sul do Líbano, perto de Tiro, oito pessoas morreram em ataques contra a aldeia de Tayr Debba e outras quatro na localidade de Deir Qanoun an-Nahr, indicou a mesma fonte médica à AFP.

A Agência Nacional de Informação, a agência oficial libanesa, noticiou também outros bombardeamentos contra cerca de 30 localidades no sul e no leste do Líbano, incluindo três aldeias do sul cuja retirada Israel tinha ordenado mais cedo.

Na terça-feira, ataques intensos contra a cidade de Tiro causaram 11 mortos e Israel ordenou a retirada de todos os habitantes da cidade e das zonas circundantes, provocando um êxodo precipitado.

Mais a norte, um ataque israelita atingiu um automóvel no centro da cidade costeira de Saida, considerada porta de entrada do sul do Líbano, indicou a agência oficial libanesa.

Um correspondente da AFP viu equipas de socorro retirarem duas pessoas de um veículo em chamas.

Por seu lado, o Hezbollah reivindicou novos ataques contra tropas israelitas em localidades ocupadas por Israel no sul do Líbano.

Na zona fronteiriça, uma patrulha israelita levou "um membro do conselho municipal de Kfar Chouba e um funcionário da autarquia quando efetuavam trabalhos de bombagem de água", segundo a agência oficial libanesa.

O exército israelita afirmou ter intercetado e "transferido para território israelita para interrogatório" dois "suspeitos" que "se aproximaram da zona onde os soldados israelitas realizam operações".

A Câmara Municipal de Kfar Chouba anunciou que os dois homens regressaram à aldeia ao início da noite. A autarquia afirmou que "não tinham qualquer intenção de se aproximar das forças israelitas" e condenou um "ato hostil contra dois inocentes que cumpriam uma missão humanitária".

Kfar Chouba é uma das poucas aldeias fronteiriças cujos habitantes permaneceram no local apesar das ordens de evacuação do exército israelita, que ocupa atualmente parte do sul do país.

Entre essas aldeias estão algumas localidades cristãs, cujos representantes apelaram na terça-feira à noite ao Estado libanês para "abrir corredores humanitários".

O comunicado do "Encontro das aldeias cristãs fronteiriças" sublinha que as estradas que as servem estão agora "cortadas ou extremamente perigosas".

Desde o início da nova guerra no Líbano entre o Hezbollah e Israel, em 02 de março, os ataques israelitas causaram 3.696 mortos, segundo o último balanço das autoridades libanesas.