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Madeira

JPP afirma que "interesses corporativos" estão "na decisão de limitar consultas de fisioterapia"

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O JPP afirmou, hoje, que o corte nas prescrições para consultas comparticipadas de medicina física e reabilitação “nada tem a ver com gestão eficiente e racional”, como afirmou a secretária da Saúde e Proteção Civil, “mas sim com interesses corporativos”.

Élvio Sousa foi um dos participantes numa reunião com o bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Manuel Lopes, que se deslocou ao Funchal a convite do JPP "para encontros de trabalho visando encontrar soluções para ultrapassar a decisão do Governo Regional do PSD/CDS de limitar a prescrição das consultas de fisioterapia comparticipada apenas a médicos fisiatras e pediatras, excluindo da lista ortopedistas, neurologistas, reumatologistas e médicos de família".

Este corte, que nada tem a ver com gestão eficiente e racional, mas sim com interesses corporativistas, irá prejudicar gravemente os utentes e aumentar a lista de espera e o tempo de espera para um acto médico.  Quem mais depende da comparticipação pública são os utentes com menos recursos, entre os quais muito idosos, com reformas miseráveis e saúde precária. Quem dispõe de capacidade financeira consegue recorrer ao setor privado e suportar os custos dos tratamentos! Quem depende da comparticipação pública fica sujeito a atrasos, listas de espera e obstáculos burocráticos. Élvio Sousa

O secretário-geral do JPP focou as declarações da secretária regional da Saúde e Proteção Civil que justificou as limitações à prescrição com a necessidade de garantir uma melhor capacidade de resposta, mas o dirigente partidário contraria Micaela Freitas com dados oficias que "mostram que entre 2015 e 2025 a lista de espera para a Medicina Física e Reabilitação (Fisiatria) teve um aumento de mais de 200%, e apenas 32,2% das primeiras consultas realizaram-se em tempo adequado, um valor muito aquém da meta estabelecida pelo próprio SESARAM, que era atingir o tempo adequado em, pelo menos, 55 a 60% das consultas".

“É por isso que estas alterações irão trazer mais prejuízo para os utentes e irão se reflectir no aumento do sofrimento dos doentes e no prolongamento dos períodos de incapacidade”, vaticina o líder do JPP.  “Se até à data, quase 70% dos utentes não conseguiam uma primeira consulta em tempo adequado, como poderá a secretária referir que, com esta restrição, vai haver maior capacidade de resposta?”, pergunta.