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PIB em Portugal acelera para 2,5% no segundo trimestre

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O Produto Interno Bruto cresceu no segundo trimestre 2,5% em termos homólogos e 0,8% em cadeia, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A economia portuguesa acelerou entre abril a junho, quer face ao período homólogo de 2025, quer face aos três meses anteriores de 2026.

De acordo com as estimativas rápidas do Instituto Nacional de Estatística (INE), o crescimento do produto interno bruto (PIB), em volume, registou uma variação homóloga de 2,5% no segundo trimestre de 2026, após um crescimento de 2,4% no trimestre anterior.

O instituto explica que "o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, em resultado do abrandamento do investimento, enquanto o consumo privado acelerou".

"A procura externa líquida registou um contributo menos negativo, verificando-se uma aceleração mais pronunciada nas exportações de bens e serviços que nas importações de bens e serviços", avança ainda o INE.

Em relação ao crescimento em cadeia, ou seja, comparando com os três primeiros meses do ano, o PIB acelerou 0,8%, acima das previsões dos analistas.

No passado dia 15 de julho, o ministro das Finanças também já tinha antecipado uma melhoria do comportamento da economia no último trimestre.

Numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Miranda Sarmento indicou que os dados que dispunha na altura para o segundo trimestre eram "francamente positivos com a aceleração do consumo, do investimento e das exportações".

Nesta análise publicada hoje, o INE também faz uma revisão em ligeira alta do crescimento do PIB no primeiro trimestre que, afinal, não estagnou, mas registou um crescimento de uma décima.

A explicar a aceleração do PIB em cadeia, de 0,1% para 0,8%, está o contributo da procura externa líquida que "passou a positivo, com as importações de bens e serviços a registarem um abrandamento mais significativo que as exportações de bens e serviços".

"O contributo da procura interna manteve-se positivo, mas inferior ao observado no 1º trimestre, verificando-se uma diminuição do investimento e um crescimento mais intenso do consumo privado", lê-se ainda no comunicado do INE.

Os dados divulgados hoje são estimativas rápidas. Os números definitivos serão publicados pelo INE a 31 de agosto.