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Madeira

"Os horizontes mais vastos começam muitas vezes numa ilha"

Teresa Anjinho destaca papel da Madeira na construção europeia

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Foto Helder Santos/ASPRESS

"Os horizontes mais vastos começam muitas vezes numa ilha", afirmou esta sexta-feira a provedora de Justiça Europeia, Teresa Anjinho, na cerimónia comemorativa dos 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira e dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, defendendo que a Região ocupa "um lugar singular" na história do projecto europeu.

Na intervenção que se seguiu à assinatura da Declaração do Funchal, Teresa Anjinho afirmou ser "uma honra partilhar" um momento "tão simbólico", que representa uma oportunidade para "reflectir sobre os valores que tornaram este caminho possível".

A provedora de Justiça Europeia destacou a "capacidade de olhar para o horizonte não como um limite mas como um convite", considerando que a celebração une "a liberdade que a Autonomia reforça" e "a democracia que a Europa aprofunda".

Segundo Teresa Anjinho, a Autonomia permitiu "construir uma Região mais próspera, dinâmica e aberta ao mundo", conferindo à Madeira uma "dimensão particularmente humana desta história comum".

A responsável sustentou ainda que "a Madeira ocupa um lugar singular nesta história" e simboliza "tão bem uma das grandes construções da União Europeia", sublinhando a importância das regiões ultraperiféricas para o projecto europeu.

Reconhecendo que "vivemos tempos exigentes", Teresa Anjinho defendeu que "o Atlântico pode ser uma ponte entre povos e não uma distância entre eles", apelando à renovação da responsabilidade colectiva perante os desafios futuros.

"Renovar a responsabilidade do que ainda está por construir" foi um dos apelos deixados pela provedora de Justiça Europeia, que concluiu afirmando que "os horizontes mais vastos começam muitas vezes numa ilha".