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Madeira

"Foram anos de luta de um povo destemido"

João Cunha e Silva enaltece percurso da autonomia na abertura da cerimónia

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Foto Helder Santos/ASPRESS

"Foram anos de luta de um povo destemido", afirmou esta sexta-feira João Cunha e Silva, na abertura da cerimónia comemorativa dos 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira e dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, destacando o percurso que retirou a Região "do ostracismo e do esquecimento a que estávamos votados".

Na intervenção de abertura da sessão, que decorre na Fortaleza de São João Baptista do Pico, no Funchal, o comissário para as Comemorações dos 50 anos da Autonomia considerou que a criação do regime autonómico permitiu aos madeirenses "a honra enorme de sermos madeirenses de corpo inteiro sem o 'chapéu na mão' do provinciano do antigamente".

João Cunha e Silva sublinhou que "é a ocasião de se afirmar o profundo significado histórico e democrático da Autonomia", embora tenha deixado uma nota crítica ao afirmar que, "se a Autonomia contasse com o cumprimento dos que não cumprem, melhor faríamos".

O responsável destacou igualmente a importância da integração europeia, sustentando que a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia "permitiu respostas mais eficazes às especificidades" da Madeira e reforçou o papel da Região, lembrando que, "enquanto região ultraperiférica, a Madeira representa dimensão singular da dimensão europeia".

Ao longo da intervenção, enalteceu ainda o "povo madeirense, verdadeiro protagonista deste percurso colectivo", afirmando que a Região se mantém "fiel aos valores da democracia" e representa "o Portugal maior que a insularidade proporciona".

Antes da assinatura da Declaração do Funchal, João Cunha e Silva agradeceu a presença do Presidente da República, António José Seguro, considerando-a prestigiante para as comemorações, e assegurou que os madeirenses "continuaremos a trabalhar para desenvolver a nossa terra".