Nó da cancela ou nó de Santa Engrácia?

Não sei quem é o construtor se assim se lhe pode chamar que há meses e meses tomou a empreitada do nó da Cancela, obra que não tem fim á vista e que se seguiu a outra na mesma zona, resultando em duas rotundas que pouco ou nada vieram reduzir as preocupações dos automobilistas que diariamente demandam aquele lugar. Pelo interior do Garajau em hora de ponta é uma autêntica via sacra até serem alcançadas as ditas rotundas, um calvário para quem pretende entrar na via rápida sentido Santa Cruz – Funchal. E, tal como o Panteão Nacional, que antes de o ser foi igreja de Santa Engrácia que bastantes anos levaram para o seu restauro, a qualquer obra que demore muito tempo a executar tende-se a apelidá-la de Obra de Santa Engrácia. Ora, aqui perto da porta temos uma obra sem fim à vista, pelo que com toda a propriedade se poderá dizer desta obra, como obra de Santa Engrácia. Sim, são as obras no Nó da Cancela que há vários meses penosamente se arrastam sem fim à vista, demorando a ver-se resultados para a sua real utilidade. Oxalá que a lentidão da obra não traga água no bico ou seja, que o erário público não fique escaldado com qualquer revisão de preços baseada em escassez de mão de obra, aumento dos materiais, enfim, as tretas do costume. Oxalá!

Jorge Gomes