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Conselho Nacional de Educação vai avaliar digitalização dos exames

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O processo de digitalização dos exames vai ser avaliado pelo Conselho Nacional de Educação até ao final do ano, anunciou hoje o ministro da Educação.

Fernando Alexandre, que falava à margem da tomada de posse do primeiro reitor da Universidade de Leiria e Oeste, sublinhou que o modelo é para continuar, pois funcionou, "como ficou evidente" na segunda fase das provas nacionais.

"De qualquer maneira, vamos ter uma avaliação que será feita pelo Conselho Nacional de Educação até ao final do ano e uma das questões que colocamos nessa avaliação é, precisamente, com os relatórios que temos internamente e que serão entregues ao Conselho Nacional de Educação, aquilo que foi o processo de digitalização, avaliar as vantagens e as desvantagens", acrescentou.

Segundo o ministro, "as vantagens são muito evidentes", mas o Governo pretende que seja "uma avaliação independente" a "mostrar à sociedade portuguesa que aquilo que o Ministério de Educação fez com esta mudança foi, de facto, um avanço na qualidade da avaliação".

Fernando Alexandre afirmou que este sistema de avaliação apresenta "uma transparência" inédita, referindo que "às duas da tarde, metade das 90 mil provas tinham sido entregues aos alunos em pdf".

Admitindo que a primeira fase não começou bem, o governante informou que os erros foram corrigidos "com um grande empenhamento de milhares de professores, dos diretores das escolas, das equipas do ministério e do Júri Nacional de Exames".

"O sistema educativo mostrou que a avaliação externa é sagrada. Quando um aluno estuda durante anos para fazer um exame que vai ser decisivo para a sua vida, aquilo que o Estado tem de garantir, através do Ministério da Educação, é o rigor dessa avaliação", reforçou.

Insistindo que "milhares de pessoas" se empenharam para resolver os problemas, Fernando Alexandre garantiu que não tem qualquer obsessão com o digital.

"A nossa obsessão é com melhorar o nosso sistema educativo, a qualidade da avaliação e do trabalho dos professores. E, com a informação que nós temos, tudo isso aconteceu com este processo", observou.

O governante disse ainda que, segundo informação que tem, apenas faltam resolver problemas pontuais com as cerca de 20 mil reapreciações que foram pedidas.

Fernando Alexandre reiterou que, "como um bom aluno faz", "todos os erros foram identificados, foram corrigidos e obviamente não foram repetidos na segunda fase".

Reiterou que "nenhum aluno será prejudicado no acesso ao ensino superior, nem na conclusão do secundário", apontando que "todos os anos há problemas".

"Estamos a falar de 360 mil provas, feitas em 5 mil escolas, envolvendo dezenas de milhares de pessoas. É natural que haja erros. Uma grande diferença que houve este ano, além da perturbação que houve por erros que foram cometidos, é que no final nós temos todos os mecanismos de transparência para corrigir os erros que são verificados e garanto-lhe que não há um erro que não seja corrigido", rematou.

No discurso que antecedeu a tomada de posse do primeiro reitor da Universidade de Leiria e Oeste, Carlos Rabadão, o ministro da Educação, Ciência e Inovação referiu que o projeto apresentado pela instituição em abril de 2025 para a transformação do Politécnico de Leiria em universidade se distinguiu por uma "grande capacidade de transformação desta região".

Segundo o ministro, a região vai "contribuir significativamente para o desenvolvimento de Portugal e para que a União Europeia possa ultrapassar um conjunto de desafios que tem pela frente".

"Só a criação da Universidade de Leiria e Oeste já está a ter repercussão nas regiões em redor, que eu acredito que será muito positiva", destacou Fernando Alexandre, salientando ainda que "o que está a ser feito com a criação da ULO é responder a um desejo desta região, de há muitos anos, e permitir a esta instituição que se transforme, que se desenvolva e que cresça".