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Guerra no Irão Mundo

Ataques israelitas no sul do Líbano deixam 14 mortos

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Foto EPA

Ataques israelitas hoje no sul do Líbano deixaram 14 mortos e 20 feridos, segundo as autoridades locais e a Cruz Vermelha, e Israel promete continuar a visar o Hezbollah pró iraniano, apesar das ameaças de represálias de Teerão.

"O ataque do inimigo israelita ao amanhecer de hoje à aldeia de Zifta, na região de Nabatiyé", fez sete mortos, tal como foi noticiado na altura, incluindo "uma criança síria e uma mulher, e oito feridos, incluindo duas mulheres", anunciou o ministério libanês da Saúde num comunicado.

Ao anoitecer, o mesmo ministério indicou que um ataque a Tiro tinha causado cinco mortos e oito feridos.

"Uma incursão do inimigo israelita na cidade de Tiro, perto do centro da Cruz Vermelha, fez cinco mártires e oito feridos, dos quais quatro são socorristas da Cruz Vermelha", precisou o ministério num comunicado.

Outro ataque durante a noite matou duas pessoas, uma das quais uma criança, e feriu dez pessoas em Marwanieh, no sul, segundo a mesma fonte.

Antes, o exército israelita tinha lançado um apelo à retirada das populações numa zona de Tiro.

Hoje, os ataques israelitas atingiram mais de quinze localidades no sul do Líbano, nomeadamente em Tiro, segundo a Agência Nacional de Informação Libanesa (ANI, oficial).       Um dos ataques "alvo um carro (...) perto de um edifício da Cruz Vermelha Libanesa" nesta cidade costeira, segundo a mesma fonte.

Quatro socorristas ficaram feridos neste ataque, alvejados por estilhaços de vidro, foram hospitalizados, segundo a Cruz Vermelha.

Um fotógrafo da agência de notícias francesa AFP viu uma espessa coluna de fumo erguer-se de uma estrada costeira da cidade.

O Hezbollah reivindicou por sua vez novos ataques contra forças israelitas no sul do Líbano, mas não contra o norte de Israel.

Por seu lado, o exército israelita afirmou que três projéteis tinham sido disparados do Líbano "em direção a militares israelitas em operação no sul do Líbano", e que um projétil adicional "caiu perto das tropas" sem causar feridos.

Hoje, ao meio-dia, após ataques recíprocos desde a noite anterior entre o Irão e Israel, o comando das forças armadas iranianas anunciou "a cessação da operação", qualificada de "resposta severa" a Israel.

Mas, advertiu que "no caso de continuar a agressão e as hostilidades, incluindo no sul do Líbano, serão realizadas ações muito mais severas e repressivas do que antes".

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, respondeu que o seu país "continuará a agir contra o Hezbollah". E prometeu que "qualquer tentativa iraniana de estabelecer uma ligação entre o Líbano e o Irão com o objetivo de atacar Israel receberá uma resposta em grande força".

Teerão insiste em tratar ao mesmo tempo o conflito entre Israel e o Hezbollah, e o mais amplo no Médio Oriente, enquanto os Estados Unidos desejam gerir o dossier libanês numa fase posterior.

Israel tinha realizado, no domingo, um ataque à periferia sul de Beirute, reduto do Hezbollah, que provocou duas mortes, como resposta aos disparos dirigidos para o seu território, após ter avisado que atacaria Beirute, em caso de ataques do Hezbollah contra o seu território.

Tratava-se dos primeiros ataques à periferia sul da capital desde um novo acordo de cessar-fogo anunciado na quarta-feira, após uma quarta sessão de negociações entre o Líbano e Israel em Washington.

Uma trégua anterior tinha sido anunciada a 17 de abril sem nunca ter sido respeitada.

Desde o início, a 02 de março, da nova guerra no Líbano entre o Hezbollah pró-iraniano e Israel, os ataques israelitas provocaram mais de 3.600 mortes, segundo as autoridades.