PPM diz que secretário de Estado "quer impor lei da rolha" aos bombeiros
O Partido Popular Monárquico (PPM) Madeira emitiu uma nota a "condenar veemente as palavras proferidas pelo Sr. Secretário de Estado da Protecção Civil nacional, que quer impor a lei da rolha a todos os Bombeiros de Portugal que denunciem falta de condições e organização", frisando que esta é uma "clara ameaça aos profissionais que arriscam a sua vida a defender Portugal dos incêndios que todos os anos assolam o nosso País, numa clara falta de respeito, por quem arrisca e já perdeu a sua vida na luta contra os incêndios por falta dessa mesma coordenação de chefias e falhas nas comunicações e coordenação de combate aos incêndios", atira de enfiada.
Segundo a coordenação do PPM Madeira, "aguardou pelas palavras do Sr. Ministro da Administração Interna, que deveriam ser de reprovação contra um membro da sua equipa que ameaçou profissionais que lutam incansavelmente, seja no verão contra os incêndios, seja no inverno, nas cheias que assolam Portugal", frisa Paulo Brito, apontando o dedo, primeiro a Rui Rocha e, depois, a Luís Neves.
"Todos os anos, há uma enorme descoordenação, seja nas chefias políticas, seja nas comunicações do SIRESP que nunca deu uma resposta em concreto nos momentos mais críticos de emergência e que deixa os operacionais no Teatro de Operações abandonados à sua sorte, numa descoordenação total, que esses sim, deveriam ser chamados à justiça, mas só se fala em falhas técnicas, mas levam milhões do Orçamento do Estado, mas na hora da verdade, as comunicações falham, passando os responsáveis impunes a essas falhas", critica Paulo Brito. "Sr. Secretário de Estado, são várias as queixas, não só dos operacionais, mas, como de comandantes, que estão no terreno", aponta.
E acrescenta: "Quando se falha no posto de comando, toda a estrutura, desaba e se perdem as batalhas, mas estes operacionais, os Bombeiros, não desistem, mesmo sem comunicações, eles ficam no terreno, seja o tempo que for, muitas vezes 24h00 seguidas a descansar apenas duas horas numa berma de uma estrada, auferindo um salário inferior a 50€ por 24h00 de serviço a arriscar as suas vidas ao serviço do País e dos portugueses, enquanto o Sr. Secretário está confortavelmente sentado no seu gabinete a tentar impor a lei da rolha, ao estilo do estado novo, sem arriscar a sua pele, a combater um incêndio. Mas já no tempo do estado novo, havia uma grande preocupação em dar os melhores equipamentos aos nossos Bombeiros, actualmente, o Sr. Secretário de Estado, apenas quer colocar um tampão a quem luta verdadeiramente pelos interesses das nossas populações."
Paulo Brito termina pedindo ao secretário de Estado da Protecção Civil para que, "obviamente, demita-se já das suas funções, pois o que o País precisa é de quem tome decisões sérias de forma a colocar um tampão nos incêndios e não na boca dos nossos Bombeiros".