Chega "quer modernizar e valorizar sector do táxi"
O grupo parlamentar do Chega (CH) na Assembleia da República "deu entrada de uma iniciativa destinada à criação de uma Estratégia Nacional para a Sustentabilidade, Modernização e Defesa do Setor do Táxi", informa uma nota do deputado madeirense daquele partido. "A proposta nasce do trabalho desenvolvido pelos deputados do CHEGA na Comissão de Infraestruturas, Habitação e Mobilidade, onde Francisco Gomes exerce funções de coordenador do grupo parlamentar", refere.
Assim, "o projeto recomenda ao governo a adoção de medidas concretas de apoio ao setor, incluindo programas de renovação e eletrificação da frota, reforço das infraestruturas de carregamento, simplificação fiscal, apoio financeiro aos operadores e valorização do papel do táxi em áreas de interesse público, como o transporte não urgente de doentes".
Segundo Francisco Gomes, "o setor do táxi continua a desempenhar um papel essencial na mobilidade nacional, incluindo em zonas rurais, áreas de baixa densidade, aeroportos, hospitais e regiões onde outras soluções de transporte não conseguem responder de forma permanente". E acrescenta: "O setor do táxi foi abandonado durante anos por governos que preferiram destruir operadores portugueses em vez de modernizar e valorizar um serviço essencial para o país. Isto é uma vergonha e o CHEGA não aceita essa postura miserável."
O deputado recorda que "a maioria dos operadores portugueses são micro e pequenas empresas, fortemente afetadas pelo aumento dos custos operacionais, pela pressão fiscal e pelas exigências tecnológicas e ambientais" e, por isso, considera que "o Estado não pode continuar a exigir modernização sem criar condições económicas para que os profissionais consigam adaptar-se".
"Não podem exigir carros elétricos, digitalização e modernização enquanto deixam pequenos operadores sufocados por impostos, combustíveis caros e falta de apoio. Se exigem, então criem condições para os nossos taxistas trabalharem", exige Francisco Gomes.
A iniciativa do CH prevê, ainda, "o estudo de mecanismos que permitam integrar de forma mais eficaz o setor do táxi no transporte não urgente de doentes, aproveitando a capacidade instalada existente no território nacional", diz.
E conclui: "O táxi merece respeito, modernização e condições para competir. O que não merece é continuar abandonado por um Estado que só aparece para cobrar taxas e por certos políticos incompetentes que preferem esquemas e burocracia a gente honesta, que gosta de trabalhar e respeita a lei."