Miguel Castro pondera recandidatura ao Chega Madeira
O actual líder do partido na Madeira diz querer preservar a estabilidade do partido
Miguel Castro admitiu este domingo, ao DIÁRIO, estar a ponderar uma recandidatura à liderança do Chega Madeira, depois de ter recebido “muitos telefonemas e mensagens de apoio” de militantes na sequência da candidatura avançada por Hugo Nunes à liderança do partido na Região.
Candidato à liderança regional avisa que “o tempo do Chega manso morreu hoje”
O deputado e candidato à liderança do Chega-Madeira Hugo Nunes prometeu, esta tarde, que vai fazer a "vida dura" ao Governo Regional do PSD, exigiu um ferry para o continente, controlo da imigração e o fim da corrupção. “O tempo do Chega manso morreu hoje, aqui, nesta sala”, anunciou.
Apesar de, num primeiro momento, ter afirmado que não pretendia voltar a candidatar-se, o líder parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira reconheceu que a actual conjuntura o levou a reconsiderar a decisão. “Vou ponderar, acima de tudo, porque prezo muito a estabilidade do partido”, afirmou. E até suspeita que “possam surgir mais listas”.
As declarações surgem num momento de tensão interna no partido, após Hugo Nunes avançar com uma candidatura que diz representar uma ruptura com o passado. Miguel Castro, porém, desvalorizou essa ideia, defendendo que a composição da lista apresentada mantém praticamente os protagonistas.
“O Hugo Nunes diz que quer romper com o passado, mas tira dois ou três nomes e mantém os outros na sua composição. Não há assim um grande rompimento. Podia dizer que queria romper com o Miguel Castro e não com o passado”, afirmou.
O parlamentar insistiu que o essencial é preservar a estabilidade do partido numa fase em que considera que o Chega deve demonstrar capacidade para assumir responsabilidades governativas. “Se queremos um dia ser governo, temos de demonstrar que somos adultos, que somos maduros e que estamos aqui para defender os interesses dos cidadãos e não interesses pessoais”, declarou.
Quanto ao universo de militantes, o líder do partido na Madeira estimou que possa aproximar-se “de um milhar”, embora admita não ter ainda números concretos sobre quotas pagas, o que permite poder participar no acto eleitoral.