PSP e GNR admitem a necessidade de reforço de efectivos e meios nos Açores
Os comandantes da PSP e da GNR nos Açores admitiram hoje a necessidade de reforço de efetivos e meios para melhorar o policiamento e a vigilância no arquipélago.
"Precisamos de reforçar os efetivos policiais na Região Autónoma dos Açores", salientou o superintendente chefe que coordena o Comando Regional dos Açores da PSP, Hélder Valente Dias, numa audição no grupo de trabalho criado pela Assembleia Legislativa dos Açores para avaliar as condições de segurança interna nas ilhas.
Segundo explicou, a ausência de agentes da PSP nos Açores em número adequado às tarefas e responsabilidade que desempenham é, no entanto, um problema comum a outras regiões do país e até a outras forças de segurança e à maioria da Administração Pública Central.
"A nossa questão é a mesma que em outras regiões, como a Madeira ou como acontece nos comandos metropolitanos e nos comandos distritais. A nossa situação não é isolada do contexto nacional", reconheceu Hélder Valente Dias, em declarações aos deputados do grupo de trabalho, reunido em Ponta Delgada.
O comandante referiu ainda que a população açoriana até pode ter a perceção de que há menos meios de segurança nos Açores, mas a verdade é que tem havido todos os anos um reforço de efetivos na região.
"Nos últimos cinco anos, o número de efetivos a Polícia de Segurança Pública na Região Autónoma dos Açores não desceu, cresceu sempre. É certo que moderadamente, mas como aplicamos agentes a novas tarefas, essa subida moderada de agentes nos Açores não se manifestou, de forma evidente, na maior parte das áreas policiais", salientou.
Apesar disso, Helder Valente Dias disse não ter dúvidas de que o reforço de efetivos irá acontecer, mais cedo ou mais tarde.
"Esse reforço está a ser equacionado e está a ser planeado e vai acontecer, mas exige tempo, exige concursos e disponibilidade financeira", notou.
Também a comandante da GNR nos Açores, a coronel Cláudia Santos, admitiu a necessidade de um reforço de militares na região, mas sem nunca referir um número concreto.
"Se é necessário aumentar o número de efetivos, naturalmente, mas isso é necessário na Guarda como em todas as instituições. O que nós estamos a tentar fazer é majorar a capacidade de resposta que damos, com o número de efetivos e com os meios que temos", salientou Cláudia Santos, durante a audição parlamentar.
Ainda de acordo com a responsável, além de um reforço de militares, o Comando Territorial da Guarda nos Açores necessita de mais embarcações para reforçar a vigilância marítima na costa das ilhas, recordando que das cinco lanchas atualmente existentes, três estão avariadas.
"Quanto à vigilância de costa, damos o nosso melhor, com os poucos meios que temos. Precisamos de mais meios, mas não de mais competências", afirmou, referindo-se ao controlo de passageiros fora do espaço Schengen que entram na região via marítima, que não pode ser feito em seis das nove ilhas do arquipélago, onde não há postos fronteiriços.