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Madeira

PCP defende extensão do subsídio de insularidade a todos os trabalhadores

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Foto PCP

O PCP realizou, hoje, uma iniciativa política no centro do Funchal, defendendo a atribuição do subsídio de insularidade a todos os trabalhadores da Região Autónoma da Madeira, incluindo o sector privado, como forma de compensar os custos acrescidos associados à condição ultraperiférica.

Durante a acção de contacto com a população, o dirigente comunista Ricardo Lume alertou para a existência de desigualdades salariais entre o sector público e privado, sublinhando que, em média, os trabalhadores da Administração Pública recebem mais 791 euros por mês do que os do sector privado.

Segundo o comunicado enviado pelo partido, esta diferença tem vindo a acentuar-se nos últimos anos, com os salários da função pública a registarem um crescimento superior ao do setor privado. O partido defende que o problema central reside na estagnação dos salários privados e na ausência de compensação pelos custos da insularidade.

Ricardo Lume salientou que os trabalhadores públicos recebem actualmente um subsídio anual de insularidade de 662 euros, enquanto os trabalhadores do sector privado não têm qualquer apoio equivalente, apesar de enfrentarem os mesmos encargos. Para o PCP, esta situação contribui para o agravamento das desigualdades e para uma injustiça social na Região, defendendo que “não podem existir madeirenses de primeira e de segunda”.

O partido recorda ainda que as empresas beneficiam de uma redução de 30% no IRC para compensar os custos de insularidade, considerando que tal deve justificar a criação de um mecanismo semelhante de apoio aos trabalhadores do sector privado.

No mesmo contexto, o PCP voltou a criticar o pacote laboral em discussão e apelou à participação na greve geral de 3 de Junho.