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Moçambique reforça "prevenção e prontidão" face a surto de ébola

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Foto Shutterstock

O Ministério da Saúde moçambicano anunciou hoje que está a reforçar medidas de "prevenção e prontidão" face à evolução do surto de Ébola na República Democrática do Congo e Uganda, mas garante que Moçambique não registou qualquer caso.

"Moçambique dispõe, no Instituto Nacional de Saúde, de capacidade laboratorial para testagem e isolamento do vírus. Até ao presente momento, o país não registou nenhum caso de Ébola", lê-se num comunicado do Ministério da Saúde.

Acrescenta que, "embora Moçambique seja considerado um país de baixo risco", aquele ministério "continua a reforçar as medidas de prevenção e prontidão, em coordenação com organismos regionais e internacionais", nomeadamente a "intensificação da vigilância" nas unidades sanitárias, comunidades e pontos de entrada no país.

Também está em curso o "treino das equipas provinciais para recolha, processamento e transporte seguro de amostras" suspeitas, a realização de "exercícios de simulação" nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Tete, e a "atualização técnica dos profissionais de saúde sobre o manejo da doença".

No comunicado, o Ministério da Saúde apela ainda à população "para procurar informação através dos canais oficiais", e assim "evitar a desinformação, bem como reforçar as medidas de prevenção".

Estre estas destaca "a lavagem regular das mãos, evitar contacto com pessoas doentes ou fluidos corporais e procurar imediatamente assistência médica em caso de febre, vómitos, diarreia ou hemorragia, sobretudo após viagens para áreas afetadas".

As autoridades do Uganda anunciaram hoje o encerramento temporário da sua fronteira com a RDCongo para travar a propagação do surto de cólera que se regista no país vizinho desde 15 de maio.

No dia 17 de maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional.

Dados disponíveis até ao momento indicam o registo de 906 casos e 223 óbitos, dos quais 899 casos e 222 óbitos na RDCongo e sete casos e um morto no Uganda.

Este é a 17.ª epidemia de Ébola registada na RDCongo desde que o vírus foi detetado pela primeira vez em 1976.

O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.