Novo surto de ébola já provocou 65 mortos
A República Democrática do Congo (RDCongo) declarou um novo surto de ébola que já fez pelo menos 65 mortos, com mais 246 casos suspeitos, avançou hoje a agência de saúde pública da União Africana (UA).
Em comunicado, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças da UA disse que os casos foram registados principalmente nas zonas de Mongwalu e Rwampara, na província de Ituri (leste).
A RDCongo, país vizinho de Angola, sofreu outro surto de ébola entre setembro e dezembro de 2025, que provocou 45 mortes e 64 casos na província de Kasai (centro).
Segundo a África CDC, 13 das 20 amostras analisadas em Kinshasa deram positivo para o vírus ébola, tendo sido confirmadas "quatro mortes entre os casos confirmados em laboratório".
O Africa CDC indicou que está a acompanhar "de perto a situação" e convocou uma reunião "urgente de alto nível" com a RDCongo, o Uganda, o Sudão do Sul e parceiros internacionais para reforçar a vigilância transfronteiriça e os esforços de resposta ao surto.
Casos suspeitos foram igualmente identificados em Bunia, capital da província de Ituri, aguardando confirmação laboratorial.
Esta é a 17.ª epidemia de ébola registada na RDCongo desde a descoberta da doença em 1976, no então Zaire, antigo nome deste país da África Central.
A última epidemia declarada no país, em agosto de 2025, causou pelo menos 34 mortes antes de ser considerada erradicada em dezembro.
O vírus Ébola provoca febre hemorrágica altamente contagiosa e transmite-se através de fluidos corporais, causando sintomas como febre, vómitos, hemorragias e diarreia.
O leste da RDCongo enfrenta há décadas uma situação de violência armada e instabilidade, dificultando frequentemente as operações de resposta sanitária.