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IFCN remete ao Ministério Público queixa por danos no portão da Pedra Rija

Entidade revela que já foram instaurados cerca de 170 autos de notícia por acesso a percursos encerrados

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Esta manhã, cerca de 300 pessoas faziam fila à porta do portão de acesso da Pedra Rija no PR1

Na sequência da notícia avançada pelo DIÁRIO, esta manhã, que ilustra turistas a saltar o portão da Pedra Rija, no percurso PR1 – Vereda do Areeiro, o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) veio, há instantes, esclarecer os procedimentos de acesso e a cronologia da abertura da infraestrutura de controlo no trilho.

Turistas continuam a saltar portão no percurso Areeiro-Ruivo

Aglomeração de cerca de 300 pessoas esperava pela abertura esta manhã. Guarda chegou com 15 minutos de atraso, mas muitos já tinham passado sem autorização

Em nota remetida, o IFCN começa por sublinhar que o percurso completo PR1, entre o Pico do Areeiro e o Pico Ruivo, tem início oficial no Pico do Areeiro, não sendo a Pedra Rija o ponto de entrada do trilho. A entidade refere ainda que a primeira 'slot' de entrada decorre entre as 8 horas e cerca das 08h30, estimando-se que o troço inicial de cerca de 1.200 metros até à Pedra Rija possa ser percorrido em aproximadamente 20 minutos a passo normal.

Segundo o esclarecimento, a Polícia Florestal da Madeira abriu o portão da Pedra Rija pelas 08h10, “dando tempo suficiente” para que os caminhantes que iniciaram o percurso no horário correto no Areeiro chegassem já com o acesso desbloqueado.

O IFCN sublinha, por isso, que a ultrapassagem de um portão encerrado, mesmo dentro do período de entrada autorizado, “não é justificável”, uma vez que a barreira sinalizada pode existir por motivos de segurança e gestão do percurso. A entidade acrescenta que os caminhantes que terão ultrapassado o portão antes da chegada do guarda se encontravam em incumprimento, estando a Polícia Florestal a desenvolver diligências para a sua identificação.

No mesmo esclarecimento, o IFCN revela que já foram instaurados cerca de 170 autos de notícia por acesso a percursos encerrados, dos quais cerca de uma centena dizem respeito ao PR1, incluindo seis apenas na última semana. A instituição confirma ainda o envio ao Ministério Público de uma participação relacionada com danos no portão da Pedra Rija, situação que poderá configurar crime contra a propriedade.

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