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Madeira

Administração Pública da Madeira perdeu 134 funcionários em três meses

A quebra é maior se compararmos com Março do ano passado (-204) ou com Dezembro de 2011 (-403), revela a DREM

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Até final de Março deste ano, trabalhavam na Administração Regional da Madeira (ARM) 20 950 pessoas, menos 134 postos (-0,6%) do que no trimestre anterior e uma diminuição de 204 postos (-1,0%) em termos homólogos. Comparativamente ao final de 2011, a redução foi mais significativa: menos 403 postos (-1,9%).

A informação foi hoje publicada pela Direcção Regional de Estatística da Madeira, com base nos dados divulgados pela Direcção Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) - entidade responsável pela compilação da informação relativa aos recursos humanos dos órgãos e serviços da administração do Estado a nível nacional.

Por sua vez, o Instituto de Segurança Social da Madeira, que segundo a classificação de unidades institucionais deve ser apresentado separadamente da ARM, contabilizou 1 176 postos de trabalho até 31 de Março deste ano, diminuindo 18 postos (-1,5%) face ao trimestre anterior. Em termos homólogos verificou-se uma redução de 74 postos (-5,9%). Em comparação com 31 de Dezembro de 2011, são menos 235 postos (-16,7%).

Os Fundos de Segurança Social, a Administração Regional da Madeira e a Administração Regional dos Açores foram os únicos subsectores a apresentar diminuições dos postos de trabalho face ao período homólogo, de -1,8%, -1,0% e -0,2%, respectivamente, revela a DREM.

Todos os outros subsectores observaram crescimentos face ao mesmo período do ano anterior, sendo que a Administração Local (+2,6%) liderou os aumentos, seguida da Administração Central (+0,9%). A variação média homóloga no conjunto das Administrações Públicas foi de +1,1%.

Comparativamente ao trimestre anterior, os subsectores que apresentaram crescimento foram a Administração Central (+0,7%), Administração Local e Administração Regional dos Açores (ambas com +0,6%). Os restantes subsectores registaram diminuições, nomeadamente, a Administração Regional dos Madeira (-0,6%)  e os Fundos de Segurança Social (-0,3%). A variação média do conjunto das Administrações Públicas foi de +0,6%, refere a DREM.

A análise dos dados referentes ao emprego no sector institucional das administrações públicas a nível nacional, para o período compreendido entre Dezembro de 2011 e Março de 2026, evidencia reduções apenas nos subsectores dos Fundos de Segurança Social (-20,0%) e da Administração Regional da Madeira (-1,9%). Os outros subsectores observaram aumentos, sendo o de maior dimensão relativa, o operado pela Administração Local (+16,1%), seguido da Administração Regional dos Açores (+11,4%) e da Administração Central (+3,7%). A variação média do conjunto das Administrações Públicas foi de +5,4%." DREM

Há menos professores mas continuam a ser a classe dominante

No que diz respeito à desagregação por cargo, carreira e grupo, o mais representativo é o do pessoal docente com 27,5%, seguido dos assistentes operacionais e dos assistentes técnicos, com 25,9% e 14,2% do total de emprego da ARM, respectivamente.

"As diminuições dos assistentes operacionais (saldo líquido entre entradas e saídas de -250) e pessoal docente (-34) determinaram a redução homóloga global de 204 postos atrás referida, que os aumentos líquidos de enfermeiros (+28), técnicos de diagnóstico e terapêutica (+18), informáticos e conservadores e notários (+6 cada) foram insuficientes para contrabalançar", explica a DREM.

Analisando a repartição do emprego público por tipo de entidade, observa-se que no 1.º trimestre de 2026, os Estabelecimentos de Educação e Ensino Básico e Secundário concentravam 39,0% do total dos postos, seguido das Entidades Públicas Empresariais Regionais, com 29,0% e das Direcções Regionais com 17,6%.

A ventilação por Secretaria Regional (S.R.), mostra que a S.R. da Educação, Ciência e Tecnologia continua a ser a responsável pelo maior número de trabalhadores, com 9 563 postos de trabalho (45,6% do total da ARM), enquanto as restantes Secretarias têm volumes de emprego compreendidos entre os 147 (S.R. de Economia) e os 950 (S. R. das Finanças) postos de trabalho.

Remuneração média sobe 5,5% num ano para os 1 933,6 euros

Em Janeiro de 2026, a remuneração base média mensal na ARM era de 1 933,6 euros, superior em 1,1% à média global das Administrações Públicas, enquanto o ganho médio mensal (que corresponde ao agregado das remunerações de base, prémios, subsídios ou suplementos) fixava-se em 2 330,9 euros, sendo também mais alto que a média global em 2,2%, revela a DREM. Face a Janeiro de 2025, a remuneração base média mensal na ARM cresceu 5,5% e o ganho médio mensal, 6,8%, acrescenta.

As empresas públicas que não foram classificadas dentro da ARM tinham a 31 de Março de 2026, 1 972 postos de trabalho, mais 9 (+0,5%) face ao trimestre anterior e menos 77 (+4,1%) em termos homólogos. Face a Dezembro de 2012 (período mais recuado para o qual existe informação para este tipo de empresas), o número de postos diminuiu em 334 (-14,5%).

Câmaras contrataram 47 funcionários em três meses

Por sua vez, as onze câmaras municipais da RAM concentravam no período em referência 3 805 postos de trabalho, mais 47 (+1,3%) que no trimestre precedente e mais 202 (+5,6%) que no final de Março de 2025, indica a DREM.

Já nas juntas de freguesia da RAM trabalhavam 183 pessoas a 31 de Março último, menos 3 postos (-1,6%) do que no trimestre anterior e mais 2 (+1,1%) em termos homólogos. Comparativamente a 31 de Dezembro de 2011, as Câmaras Municipais aumentaram o seu efectivo em 612 (+19,2%) e as juntas de freguesia em 14 (+8,3%) trabalhadores.