Ministério Público admite que Sócrates foi alvo de "assassinato de carácter" e culpa jornalistas
O Ministério Público admitiu hoje que o antigo primeiro-ministro José Sócrates foi alvo de um "assassinato de caráter" durante o inquérito da Operação Marquês, mas considerou que a responsabilidade foi da Comunicação Social e não do Estado.
Nas alegações finais do julgamento da ação em que o chefe de Governo entre 2005 e 2011 exige 205 mil euros ao Estado português, o procurador António Beirão considerou, em representação do réu, que "ninguém tem dúvida" de que José Sócrates "foi objeto de uma campanha que constituiu um assassinato de caráter", mas ressalvou que "não há prova alguma de a fuga de informação ter partido da investigação".
"Pela campanha mediática que reconhecidamente liquidou moralmente o autor, não pode o Estado português ser responsável", acrescentou, frisando que o Estado "não controla os 'media' nem pode controlar".