Moçambique pede mais intercâmbio entre lusófonos no ensino do desporto
O diretor-geral do instituto de desporto moçambicano defendeu ontem, em Maputo, maior intercâmbio entre os países lusófonos em matéria de ensino, apontando desafios comuns, como a falta de infraestruturas e de material desportivo.
Falando à margem do simpósio internacional sobre a celebração dos 10 anos da instituição, assinalados a 16 de Maio, o diretor-geral do Instituto Médio de Desporto e Educação Física (Imede), Paulo Saveca, apontou o "intercâmbio que tem havido entre Moçambique e os portugueses, os brasileiros e os angolanos em particular".
"Temos estado sempre a gerir os mesmos desafios", disse, destacando desafios comuns dos países da lusofonia, entre outros, a falta de infraestruturas, a qualidade dos materiais desportivos usados no âmbito da formação dos estudantes e dos professores da área.
"É um dos aspetos que nós levantamos aqui aos nossos visitantes, [para] a possibilidade de intercâmbios com os nossos estudantes para terem outras dinâmicas de formação", frisou Paulo Saveca, num evento em que participaram especialistas e professores catedráticos do desporto e educação física da lusofonia.
À margem das celebrações, que se encerram sexta-feira, o diretor-geral do Imede avançou que serão assinados memorandos de entendimento que "poderão ser úteis" para intercâmbios visando a melhoria da qualidade de ensino em educação física.
Paulo Saveca anunciou, para breve, a inauguração de Instituto Superior de Ciências do Desporto e Educação Física no país, para fazer face aos desafios atuais.
No discurso de abertura, o ministro da Juventude e Desporto moçambicano, Caifadine Manasse, reconheceu o papel do Imede na formação de quadros desportivos e assegurou a aposta do Governo nos jovens e no desporto.