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Cristiano Ronaldo volta a festejar um campeonato seis anos depois

FOTO DR
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Cristiano Ronaldo voltou hoje a festejar, depois de seis anos de 'seca', a conquista de um campeonato, desta vez a Liga saudita de futebol, ao serviço do Al Nassr, no que deverá ser um dos últimos títulos da carreira.

Aos 41 anos e a viver a quarta época na formação de Riade, Ronaldo finalmente conquistou a Liga saudita, depois de 'bisar' na vitória por 4-1 do Al Nassr sobre o Damac, na 34.ª e última jornada da prova, numa partida em que festejou com os compatriotas Jorge Jesus, treinador, e João Félix, habitual colega no ataque esta temporada.

Depois de Inglaterra, Espanha e Itália, a Arábia Saudita passa a ser o quarto país no currículo de campeonatos do já lendário avançado, numa altura em que o final da carreira parece cada vez mais próximo, podendo acontecer já em julho deste ano, após a participação de Portugal no Mundial2026.

Depois dos festejos de hoje na capital saudita, os objetivos de Ronaldo passam mesmo por levar a seleção lusa à conquista de um inédito Campeonato do Mundo e atingir a meta dos 1.000 golos em jogos oficiais, levando apontados 979, contando com os tentos ainda jovem marcados entre seleção de sub-21, sub-20 e olímpica.

Após sair do Sporting, no qual se formou e festejou a  Supertaça de 2002, no banco de suplentes, o madeirense alimentou todo o seu percurso por títulos e recordes, com passagens pelos colossos europeus Manchester United, duas vezes, Real Madrid e Juventus, tornando-se no mais mediático entre todos os da sua profissão.

Durante mais de uma década, na qual conquistou mais de 30 troféus e estabeleceu uma série de recordes, protagonizou com Lionel Messi a luta pela honra de ser o melhor do mundo, tendo ganho o galardão em cinco ocasiões, contra oito do argentino.

"Eu não persigo os recordes, estes é que me perseguem", disse, já por mais do que uma vez.

Depois de ter ficado em 'branco' no Europeu de 2024, a sua sexta presença no maior evento continental, um recorde, tal como o acumulado de 14 golos nas cinco edições anteriores, o avançado garantiu que nunca lhe "passou pela cabeça" deixar a seleção.

Cristiano Ronaldo é mesmo o melhor marcador da história de uma seleção masculina, com 143 golos em 226 jogos, contribuindo decisivamente para a conquista do Euro2016, em França, e das duas Ligas das Nações, em 2019, no Estádio do Dragão, no Porto, e em 2025, em Munique, na Alemanha.

O madeirense chegou muito jovem ao Sporting, no qual despontou e captou a atenção do mítico treinador Alex Ferguson, que o levou para o Manchester United, destacando-se nos 'red devils' até se mudar para o Real Madrid, clube no qual viveu os seus maiores êxitos.

Passou, posteriormente, pela Juventus, regressou ao Manchester United, sem o mesmo sucesso da primeira passagem, ao ponto de se sentir "traído", motivo pelo qual rescindiu e, em 30 de dezembro de 2022, surpreendeu o mundo ao mudar-se para o futebol saudita, para o Al Nassr, a troco de um contrato de 500 milhões de euros, por duas épocas e meia.

Ainda com 17 anos, em 14 de agosto de 2002, o romeno László Bölöni lançou um então franzino Ronaldo num encontro da Liga dos Campeões frente ao Inter Milão, com o primeiro golo (e logo dois) a surgir ao sexto jogo, o terceiro a titular, frente ao Moreirense, no antigo Estádio José Alvalade.

A primeira boa época e um particular no arranque da temporada 2003/04 frente ao Manchester United despertaram o interesse de Ferguson, que não hesitou em levá-lo para Inglaterra por uns 'míseros' 15 milhões de euros (ME).

Nos 'red devils' ganhou a sua primeira Liga dos Campeões, em 2007/08, frente ao Chelsea, num encontro em que marcou um golo, mas falhou uma das grandes penalidades no desempate.

Após seis temporadas no Manchester United, o Real Madrid decidiu bater o que era na altura o recorde de transferências, ao pagar 94 ME - a mudança para a Juventus seria mais cara em 2018 -, investimento que foi pago em campo pelo português, que se tornou no melhor marcador da história dos 'merengues', com 450 golos em 438 jogos.

A vitória na Liga dos Campeões em 2017/18, a quarta pelo Real Madrid e a terceira consecutiva, marcou a despedida dos 'blancos', com 'CR7' a mudar-se para a Juventus, a troco de mais de 100 milhões de euros, amealhando em Turim duas Ligas, uma Taça e duas Supertaças, com um total de 101 golos em 134 jogos.

O aguardado regresso a Manchester foi amargo para Cristiano Ronaldo, que, mesmo com 27 golos em 54 encontros, divididos por uma época e meia, não voltou a ser feliz e acabou por sair em claro choque com o treinador neerlandês Erik ten Hag.

Os 'red devils' marcaram a despedida de Ronaldo da Europa, que deixou como melhor marcador (140 golos) e jogador com mais jogos (183) da história da Liga dos Campeões, prova que se tornou o primeiro a vencer por cinco vezes.

Cristiano Ronaldo emergiu como a imagem e o impulsionador da milionária aposta da Arábia Saudita no futebol, também como forma de melhorar a imagem do país no exterior e ajudando-o a garantir a organização do Campeonato do Mundo de 2034 - além de abrir as portas a outros jogadores para uma liga que ganhou mediatismo internacional.