Deputado do CH questiona Administração Interna sobre "bloqueio de promoções na PSP"
O deputado madeirense do Chega (CH) na Assembleia da República, Francisco Gomes, "questionou formalmente o Ministério da Administração Interna sobre o alegado bloqueio das promoções à categoria de Chefe Coordenador na PSP, denunciando aquilo que considera ser mais um exemplo do 'desnorte' instalado na Direção Nacional da PSP", informa uma nota emitida pelo próprio.
Segundo o deputado, "desde 1 de Janeiro de 2025 que o acesso à categoria está bloqueado devido à caducidade de uma norma estatutária, impedindo atualmente qualquer Chefe de Polícia de reunir os requisitos necessários para concorrer", acusando: "Isto é um retrato da incompetência que domina a PSP e a tutela política. Há mais de um ano que prometem resolver o problema e continuam sem fazer nada. Quando precisam de celeridade e eficácia, os agentes da PSP têm demoras e burocracia."
Francisco Gomes recorda que "a Administração Interna autorizou, através do Despacho n.º 6341/2025, a promoção de 1.503 polícias, incluindo 200 vagas para Chefes Coordenadores, mas essas promoções continuam por concretizar devido à falta de uma pequena alteração legislativa", alertando que "muitos chefes estão a entrar na pré-reforma sem conseguirem atingir o último posto da carreira, sofrendo prejuízos financeiros e profissionais".
E diz ainda que "há profissionais que dedicaram décadas à PSP e que estão a ser tratados com desprezo no final da carreira. Isto destrói a motivação e a dignidade da instituição, que merece muito mais do poder político do que aquilo que tem recebido", lamenta Francisco Gomes. O deputado destacou ainda "a situação na Madeira, onde vários Chefes Coordenadores continuam deslocados da Região após promoção, apesar das vagas já existentes no comando regional".
Assim, acusa "a Direção Nacional da PSP de falta de sensibilidade e respeito pelos profissionais", sendo que, garante, "na Madeira há chefes afastados das famílias, com prejuízos pessoais e financeiros graves, enquanto a Direção Nacional continua perdida e sem solução. Isto não pode continuar e quem defende Portugal merece respeito", conclui.