Francisco Gomes diz que "Chega é a verdadeira voz da Autonomia em Lisboa"
"Queremos uma IV República que seja livre do centralismo lisboeta", disse durante as jornadas parlamentares
Francisco Gomes, o deputado madeirense eleito pelo Chega (CH) na Assembleia da República, afirma que o seu partido "é, hoje, a verdadeira voz da Madeira no parlamento nacional" e "o partido que mais defende o reforço das autonomias em Portugal". O parlamentar falava nas jornadas parlamentares do CH, "que estão a decorrer até amanhã em Viseu e reúnem todos os deputados do grupo parlamentar do partido na Assembleia da República", informa.
Segundo o eleito, o CH "tem assumido posições claras e consistentes na defesa de matérias fundamentais para a Madeira e os Açores, ao contrário de outros partidos que", afirmou, "dizem uma coisa no Funchal e em Ponta Delgada, mas fazem o oposto em São Bento".
O CH, reforçou, "não trai a Madeira em Lisboa", garantindo: "Não somos daqueles que enchem a boca com Autonomia no Funchal e depois baixam a cabeça perante os interesses partidários na Assembleia da República. Temos uma voz, uma imagem e uma postura."
Francisco Gomes destacou "várias medidas defendidas pelo partido, incluindo a revisão constitucional, a revisão da Lei das Finanças Regionais, a criação de um sistema fiscal próprio para a Madeira, a recuperação da ligação marítima de passageiros e carga rodada entre a Madeira e o Continente, a valorização das forças de segurança e das Forças Armadas nas regiões autónomas e a recuperação do património do Estado nas ilhas", lista algumas.
Considerou, por isso, que o CH "é, actualmente, o único partido disposto a enfrentar o centralismo e a exigir mais respeito pelas autonomias", apontando que são "o único partido que está verdadeiramente comprometido com o reforço da Autonomia e com a defesa firme dos interesses da Madeira e dos Açores. Não cedemos no que entendemos serem as reivindicações legitimas dos madeirenses e açorianos".
O parlamentar garantiu, ainda, que o CH "continuará a assumir uma postura exigente perante a República e os sucessivos governos" e que "será sempre uma voz incómoda em Lisboa, uma voz de reivindicação, exigência e combate permanente pelos direitos das autonomias. Queremos uma IV República que seja livre do centralismo lisboeta", almeja.