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Líder da JP defende que partido deve preparar-se para concorrer sozinho a eleições

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Foto Paulo Cunha/Lusa

A líder da Juventude Popular (JP), Catarina Marinho, considerou hoje que o CDS-PP deve preparar-se para concorrer sozinho a eleições e sustentou que a AD "é muito boa para Portugal", mas um partido "forte é ainda mais".

"Nós estamos ao dia de hoje onde queríamos estar? Continuamos a imprimir a nossa essência popular na forma de fazer política? Será que os portugueses ouvem a nossa voz? A resposta a estas perguntas deve ter como objetivo final prepararmo-nos para concorrer autonomamente a eleições, porque a AD é muito boa para Portugal, mas um CDS-PP forte é ainda mais, e é isso que nós queremos a sair deste congresso", afirmou.

Catarina Marinho apresentou hoje ao 32.º Congresso do CDS-PP, que decorre entre hoje e domingo em Alcobaça, a moção de estratégia global da JP, intitulada "Tempo de decidir".

A presidente da estrutura que representa os jovens centristas defendeu que só se o CDS se apresentar a eleições em listas próprias será possível "garantir que os milhares de portugueses que se reveem no humanismo cristão tenham uma escolha clara no boletim de voto".

E defendeu que "um partido político pensa-se a longo prazo".

Quando se dirigiu ao congresso, após a pausa para almoço no primeiro dia de trabalhos, Catarina Marinho disse que não é candidata a presidente do partido e que a JP não quer "acabar com a coligação que governa o país".

"Não vemos nem fazemos do PSD um inimigo", indicou.

"E estas considerações são importantes porque a nossa manifestação de interesses sobre este congresso é muito simples. Somos parte do Governo e bem, mas este é o congresso do CDS-PP e estamos aqui para discutir e decidir o futuro do nosso partido, e de mais nenhum outro, e como podemos melhorar Portugal através da democracia cristã. Nada mais que isto", apontou.

A líder da JP referiu também que a moção que a estrutura apresentou ao congresso "é para discutir estratégias e não lideranças".