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Madeira

PSD defende nova concessão para o Forte de São João

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Os vereadores eleitos pelo PSD à Câmara Municipal de Machico manifestam, através de um comunicado de imprensa, o seu apoio à intenção do Governo Regional de avançar com uma nova concessão para os vestígios do Forte de São João Batista, defendendo, contudo, que o futuro projecto respeite a identidade histórica, cultural e paisagística daquele espaço emblemático do concelho.

A decisão é interpretada como um passo firme no sentido de garantir que o futuro do Forte de São João Batista “não fica dependente de iniciativas sem execução”, reforçando a necessidade de compromisso, capacidade de investimento e visão estratégica, lê-se na nota enviada.

Sublinham que, com esta decisão, o Governo Regional procura garantir que o Forte de São João Batista avance finalmente para uma nova fase, “assente numa liderança pública forte e numa visão integrada que valorize o património e projete o futuro de Machico, defendendo uma abordagem integrada e alinhada com o interesse colectivo”.

O Forte de São João Batista, monumento histórico situado numa das zonas mais simbólicas de Machico, encontra-se actualmente em estado de degradação, após vários anos de abandono e sucessivos atrasos em projectos de requalificação. O espaço, que integra também uma capela e guarda um importante valor patrimonial e sentimental para os machiquenses, acolheu no passado os chamados “retornados” das ex-colónias portuguesas, entre os quais o Cardeal D. José Tolentino Mendonça.

Nos últimos anos, o Governo Regional promoveu a construção de uma infra-estrutura destinada à exploração hoteleira naquele local. No entanto, a crise económica e financeira que atingiu Portugal e a Madeira, associada ao Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, acabou por travar a conclusão do empreendimento.

Mais tarde, o Executivo regional voltou a lançar a concessão da obra e da futura exploração hoteleira, processo que enfrentou alguns constrangimentos relacionados com parcelas de terreno pertencentes à Câmara Municipal de Machico. Após a resolução dessas questões, o empresário concessionário procedeu à adaptação do projeto inicial, mas a pandemia da COVID-19 voltou a atrasar o arranque dos trabalhos.

Com o incumprimento dos prazos estabelecidos para o início da obra, o Governo Regional decidiu anular a concessão. Entretanto, devido a falhas estruturais detectadas na construção existente, o edifício inacabado acabou por ser demolido.

Perante este cenário, os vereadores social-democratas consideram que o Forte de São João Batista “não pode continuar ao abandono”, defendendo que o Governo Regional avance com uma nova concessão, mas garantindo que o futuro projcto mantenha os objectivos inicialmente definidos, salvaguardando simultaneamente a preservação dos vestígios históricos existentes e de toda a encosta envolvente.

Os vereadores consideram ainda essencial que a futura unidade hoteleira tenha em conta a valorização estratégica da zona, nomeadamente a possibilidade de, no futuro, surgir uma marina destinada a grandes iates que atravessam o Atlântico e que em Machico podem encontrar abrigo, potenciando-se assim o desenvolvimento turístico e económico no concelho.

“Machico representa o berço histórico da Madeira. Estamos a falar dos descobrimentos, dos fachos, do turismo, da indústria naval, da pesca, da indústria conserveira, da cana-de-açúcar e também do culto religioso. Todo este património deve ser valorizado e integrado no futuro projeto”, sublinham, reafirmando que a nova unidade hoteleira, a criar naquele espaço, deve estar indissociavelmente ligada a um museu que balize a história de Machico, ou seja, “toda a unidade deve estar vocacionada para uma perspetiva histórica e sensorial dos descobrimentos”.

O vereador Luís Ferreira diz que esta nova oportunidade deve servir não apenas para recuperar um espaço histórico degradado, mas também para criar um projeto diferenciador, capaz de afirmar Machico como destino de excelência, conciliando turismo, património, identidade cultural e desenvolvimento sustentável.