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Madeira

"A fiscalização existe porque é necessária"

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O Instituto das Florestas e Conservação da Natureza assinalou esta quarta-feira, 13 de Maio, o seu 10.º aniversário com uma cerimónia realizada nas instalações da Quinta Vila Passos, no Funchal, numa sessão que reuniu dirigentes, trabalhadores e representantes do Governo Regional para assinalar uma década de actividade dedicada à preservação ambiental, gestão das áreas protegidas e conservação da biodiversidade na Madeira.

Na ocasião, o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, recordou o processo de criação do instituto, destacando "a determinação" e "a teimosia" da antiga secretária regional Susana Prada para concretizar o projecto. O governante sublinhou as responsabilidades atribuídas ao IFCN na sua missão de promover a conservação da natureza, o ordenamento e a gestão sustentável da bio e geodiversidade, da paisagem e da floresta, bem como dos recursos a ela associados e ainda a gestão das áreas protegidas.

"Este instituto é, sem dúvida alguma, na minha opinião, uma das melhores decisões que o Governo Regional tomou nos últimos 10 anos e digo isto porque sobre este instituto recaem responsabilidades que são muito diversas, mas de uma enormidade que é preciso ter sempre em consideração", enalteceu. 

Eduardo Jesus aproveitou o momento para reforçar que as regras na utilização dos espaços naturais são necessárias. "A natureza é para ser fruída, aproveitada, mas tem de haver regras", afirmou, lembrando ainda que "a fiscalização existe porque é necessária".

Isto não é propriamente o que se dizia antigamente, sem preocupações ambientais, que era uma selva. Não, isto tem que ter regras e as regras têm que ser cumpridas porque é o nosso futuro que está em causa e é acima de tudo a preservação das áreas em terra e no mar que nos dizem respeito. Eduardo Jesus

Mencionando o controlo dos acessos aos Percursos Pedestres Classificados, o governante destacou a importância da presença no terreno com vista à educação da população residente e visitante, sublinhando que a Madeira se destaca em ralação a Portugal Continental pela continuidade do corpo de polícias florestais na Região, profissionais considerados essenciais. 

Recordando as críticas ao sector do Turismo, o tutelar da pasta disse que iniciou um mandato "debaixo de fogo", com queixas de que "estava tudo descontrolado, de excesso de pessoas, de massificação do Turismo na Madeira", afirmações que considerou como "disparates" e resolveu com "uma conversa com a Polícia de Segurança Pública", que constatou se tratar de "um problema de trânsito e não de pessoas", apontando que "o trânsito não é a competência do IFCN".

"Nós não temos nenhum problema de excesso de pessoas na Madeira, temos muito para crescer, é preciso que as regras sejam implementadas", disparou. 

Sobre o futuro, Eduardo Jesus focou nos projectos "arrojados" de reorganização da circulação, nomeadamente no Pico do Areeiro, no Ribeiro Frio, nas Queimadas, na Ponta de São Lourenço, no Fanal e no Rabaçal, espaços que "constituem prioridades", e onde vão nascer seis novos parques de estacionamento "com regras específicas de utilização". 

Já o presidente do IFCN, Manuel Filipe, deixou uma mensagem de agradecimento aos trabalhadores, considerando os recursos humanos como "o mais importante que o IFCN tem".

O responsável salientou o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dez anos na valorização dos profissionais e na criação de carreiras especiais, mostrando-se confiante na capacidade do instituto para enfrentar os desafios futuros.

"O Instituto de Florestas e Conservação da Natureza tem grandes desafios pela frente, mas acho que com esta moldura humana, com estes funcionários, com estes colaboradores, nós efectivamente estamos munidos para encarar estes novos desafios com uma força e com uma motivação extra", frisou.