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Saiba o que hoje é notícia

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O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, encontra-se com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Berlim, no âmbito de uma visita oficial à Alemanha, com a cooperação, a política europeia e a segurança internacional na agenda.

O encontro decorre ao final da tarde na Chancelaria e inclui uma receção oficial com guarda de honra, declarações à imprensa e reuniões bilateral e alargada entre as delegações dos dois países.

Luís Montenegro será acompanhado nesta visita pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e pela secretária da Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

Após o encontro, Montenegro e Merz participam numa das principais conferências económico-políticas da Alemanha, organizada pela associação empresarial Wirtschaftsrat der CDU. Esta associação está ligada historicamente ao espaço político da União Democrata-Cristã (CDU), partido do atual chanceler alemão, mas é juridicamente independente.

O evento de dois dias, em Berlim, reúne líderes políticos e empresariais europeus para debater o futuro da economia, da indústria e do investimento. Entre os participantes estão responsáveis de empresas como Siemens, Deutsche Bank e BASF, bem como membros do executivo alemão.

Hoje, também é notícia:

CULTURA

O festival literário Lisboa 5L arranca hoje na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, com uma homenagem a António Lobo Antunes, o concurso "Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa" e a entrega do Prémio Revelação Literária da UCCLA.

Este ano, o Festival Internacional de Literatura e Língua Portuguesa decorre até dia 10 sob o tema "Casa", tem curadoria de Pedro Mexia, participação de autores, tradutores e editores como Bruno Vieira Amaral, Carlos Vaz Marques, Daniel Jonas, Dulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Geoff Dyer, Gonçalo M. Tavares, Luís Quintais, Luísa Costa Gomes, Maria da Piedade Ferreira, Valério Romão e Zeferino Coelho, e uma residência literária Lisboa-Maputo, além de concertos, cinema e artes visuais para diferentes públicos.

O festival é uma iniciativa da Câmara de Lisboa com o Camões -- Instituto da Cooperação e da Língua, o Plano Nacional de Leitura (PNL), a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), o Cinema Nimas e a Fundação Inatel.

LUSOFONIA, ÁFRICA & COMUNIDADES

A capital timorense acolhe hoje a reuniões de ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com Portugal a ser representado pelo secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.

A reunião de ministros da Cultura da CPLP, realiza-se sob o tema "Salvaguarda da Herança Cultural, como Promoção da Identidade e da Cidadania da CPLP" e o tema da reunião propõe a proteção do património cultural (material e imaterial), a promoção da cultural como ligação entre o povo lusófono e a promoção da inclusão social através da cultura e da arte, segundo uma informação disponibilizada pelo Ministério da Juventude, Desporto, Arte e Cultura de Timor-Leste, país que exerce a presidência rotativa, retirada à Guiné-Bissau após o golpe de Estado de novembro do ano passado.

Durante o encontro, que vai decorrer numa unidade hoteleira, em Díli, os ministros ou os representantes dos ministros da Cultura vão, entre vários assuntos, avaliar o progresso do plano de ação bienal (2024-2026), definir prioridades para 2026 e 2027 e discutir como o património cultural pode contribuir para o desenvolvimento económico e social dos Estados-membros.

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O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, visita hoje a África do Sul para abordar soluções para uma "convivência pacífica" após ações xenófobas no país vizinho.

A intenção é a de avaliar com o Presidente da África do Sul, Cyril Romaphossa, a presente situação e procurar soluções que conduzam a uma convivência pacífica entre os povos moçambicano e sul-africano.

A África do Sul tem registado manifestações e tensões sociais visando migrantes, sendo que, no início do mês, uma marcha contra a imigração culminou em ataques a negócios de estrangeiros na província do Cabo Oriental, este do país.

SOCIEDADE

Mais de 700 operacionais do Chipre, Chéquia, Espanha, França, Polónia e Portugal participam entre hoje e quinta-feira, em Viseu, num exercício europeu que tem como cenário um incêndio rural de grande dimensão.

Organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), através do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Viseu Dão Lafões, em articulação com o consórcio internacional EUMODEX, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, o exercício "PT EUMODEX 2026" tem como base um cenário de incêndio rural de grande dimensão, caracterizado pela rápida propagação e pelo impacto significativo em áreas florestais e aglomerados populacionais.

Portugal participa no exercício com "bombeiros e outros agentes de proteção civil, forças de segurança, comunidades locais, escolas, institutos, juntas de freguesia e escuteiros", que serão envolvidos nalguns cenários deste exercício.

"Não é um exercício habitual, como um simulacro. Estamos a jogar com o fator tempo, mas sobretudo estamos a falar de procedimentos. No final, os módulos internacionais vão obter a sua certificação ou recertificação [no Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia]", realçou, acrescentando que haverá "avaliadores em permanência".

O exercício começa hoje e termina na quinta-feira "sem fazer interrupções, seja em modo noturno ou diurno".

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As propostas do estudo sobre a evolução do sistema SIRESP são hoje apresentadas e, segundo uma fonte do sector, para tornar a rede com mais autonomia energética e redundâncias será feito um investimento será de cerca de 36 milhões de euros.

O grupo de trabalho criado pelo Governo há cerca de um ano para encontrar uma alternativa ao Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal apresenta hoje no Ministério da Administração Interna as propostas do estudo técnico-estratégico para a evolução do SIRESP.

Fonte do setor disse à Lusa que a equipa de trabalho interministerial apresentou ao Governo 33 recomendações que têm como objetivo reforçar a rede com mais autonomia energética e redundâncias. O investimento é de cerca de 36 milhões de euros e o prazo de implementação é de 18 meses.

O objetivo do investimento "passa por consolidar as capacidades existentes, mas também introduzir novas capacidades que reforças a robustez e resiliência", acrescentou ainda a fonte.