Desfile do Dia da Vitória em Moscovo assinala vitória soviética sobre a Alemanha nazi
Saiba que mais é notícia hoje
Sob fortes medidas de segurança, a Rússia realiza o tradicional desfile em Moscovo para assinalar a vitória soviética sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.
Pela primeira vez em quase duas décadas, o desfile não contará com a exibição de veículos nem de armamento pesado.
Na sexta-feira, a poucas horas do desfile, foi alcançado um acordo de cessar-fogo de três dias entre Kiev e Moscovo a partir de hoje.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o acordo de cessar-fogo, com mediação dos Estados Unidos, e ordenou ao exército ucraniano que não atacasse o desfile de 09 de maio, em Moscovo, organizado pelo Kremlin para celebrar vitória soviética sobre a Alemanha nazi em 1945.
O anúncio do acordo de cessar-fogo surgiu depois de Moscovo ter declarado unilateralmente uma trégua nos dias 08 e 09 de maio.
A presidência russa adotou medidas de segurança adicionais para proteger Putin neste dia em especial, no qual irá receber o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, que, no entanto, não participará no desfile militar na Praça Vermelha.
Apenas três líderes estrangeiros participarão no desfile: os presidentes da Bielorrússia, Malásia e Laos.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
A 61.ª Bienal de Arte de Veneza abre ao público com 100 pavilhões nacionais, uma exposição geral com 111 participantes, e uma polémica que levou à demissão do júri internacional para o palmarés que será decidido pelos visitantes.
Sob o tema "In Minor Keys" e com conceito da curadora-geral Koyo Kouoh (1967-2025), a Bienal de Arte de Veneza terá ainda 31 eventos paralelos em vários locais de Veneza até 22 de novembro, data em que serão atribuídos os prémios do certame mundial dedicado à arte contemporânea, ao contrário do habitual anúncio da cerimónia de abertura.
Além de Portugal, que estará representado pelo projeto artístico "RedSkyFalls", do artista Alexandre Estrela, comissariado pela Direção-Geral das Artes com curadoria de Ana Baliza e Ricardo Nicolau, no Palácio Fondaco Marcello, do universo lusófono participam também as representações nacionais do Brasil e de Timor-Leste.
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O Open House Lisboa vai dar acesso gratuito entre até domingo a 77 espaços que contribuem para o abastecimento alimentar da capital, desde a produção à comercialização, alguns "longe dos olhares do público".
Em 15.ª edição, a iniciativa da Trienal de Arquitetura de Lisboa, sob o tema "Arquitetura e comida", tem como comissários o historiador Anísio Franco e a arquiteta Mariana Sanchez Salvador que reuniram propostas de visita de espaços que foram ou são relevantes para o abastecimento dos produtos alimentares a Lisboa.
A adega Belém, o Aqueduto das Águas Livres -- Museu da Água, os Armazéns Abel Pereira da Fonseca, o Atelier-Museu Júlio Pomar -- antigo armazém adaptado -- o supermercado Auto Palace, o Banco Alimentar, a cervejaria Browers Beato, a cantina da Cidade Universitária e a Cervejaria Trindade fazem parte dos espaços do programa.
DESPORTO
A 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC), chega ao norte do país, com a realização de nove especiais e um total de 145,88 quilómetros cronometrados.
Na liderança está o campeão mundial em título, o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris), que chegou ao final de sexta-feira com o tempo de 1:28.25,2 horas, detendo 3,7 segundos de vantagem para o segundo, o belga Thierry Neuville (Hyundai i20), e 15,2 segundos para o terceiro, o finlandês Sami Pajari (Toyota Yaris).
Os pilotos regressam à ação a partir das 7:00 horas, com o troço de Felgueiras 1 (8,81 kms), terminando o dia com a superespecial de Lousada, às 19:05.
INTERNACIONAL
O conservador Péter Magyar presta juramento como primeiro-ministro da Hungria, na sessão inaugural do parlamento, após ter afastado do poder o ultranacionalista Viktor Orbán, ao fim de 16 anos à frente do governo húngaro.
O Tisza, partido de Magyar, venceu as eleições legislativas de 12 de abril com 53% dos votos, mas devido ao complexo sistema eleitoral, terá uma ampla maioria de dois terços, com 141 dos 199 deputados no parlamento.
O Fidesz, de Viktor Orbán, elegeu 52 lugares -- face aos 135 da legislatura anterior -- e o movimento de extrema-direita Nossa Pátria manteve os seis eleitos.
No exterior do parlamento, milhares de apoiantes do Tisza deverão acompanhar o momento da tomada de posse, após terem sido convocados por Magyar para uma "celebração pública de um dia inteiro da mudança de regime em Budapeste".
Entre as prioridades do novo Governo estará a aprovação de reformas para desbloquear os 17 mil milhões de euros bloqueados por Bruxelas devido a preocupações com corrupção sistémica e violações ao Estado de Direito durante a era Orbán.